Colisão contra carros é a principal causa de morte de ciclistas

Durante o fechamento desta reportagem, no final da tarde de ontem um ciclista foi vítima de um acidente de trânsito próximo ao Estádio do Teixeirão, em Rio Preto. O motorista avançou a sinalização de pare e acabou atropelando o ciclista, que teve escoriações pelo corpo

Agosto é conhecido como o mês dos ciclistas, porém dados divulgados pelo Infosiga SP, do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, mostram uma triste realidade para os que costumam andar de bicicleta no Estado de São Paulo. Sete em cada dez fatalidades com ciclistas são causadas por colisão contra outros veículos, sendo o período da noite o que concentra metade das ocorrências.

O sistema paulista registrou 209 fatalidades com ciclistas em todo o Estado neste ano, quatro casos a menos (-1,9%) na comparação com os sete primeiros meses de 2016. Destes casos, 56,5% aconteceram em vias municipais e 32,5% em rodovias (11% dos registros dos acidentes não detalham o tipo de via). Entre as vítimas, 93% são homens.
De acordo a diretora Márcia Silva, da Associação Preventiva de Acidentes e de Assistências às Vítimas de Trânsito (Apatru), em Rio Preto os automóveis são os que menos respeitam os ciclistas no trânsito. ”Pela hierarquia de proteção que consta no Código Brasileiro de Trânsito o veículo maior deveria proteger o menor, como ciclistas e pedestres. Mas falta ainda mais educação no trânsito”, comentou. Pela cidade, neste ano, já foi registrado um óbito de ciclista no mês passado. Em junho de 2016, outra morte de ciclista também foi registrada no trânsito rio-pretense.

Ciclista há dois anos, Fábio Bérgamo, já foi vítima num acidente de trânsito enquanto pedalava. “No verão do ano passado fui atropelado num cruzamento do Jardim Caparroz. Fiquei ferido e a bicicleta estragou, mas o motorista prestou os socorros após o acidente”, comentou.

Ele costuma praticar o esporte em dias alternados da semana por trechos urbanos de Rio Preto nos períodos de pico da manhã e da tarde, horários com grande fluxo de veículos no trânsito, mas sempre utilizando equipamentos de segurança, como roupas adequadas, capacete, luvas e iluminação. “É complicado, pois os motoristas não respeitam os ciclistas no trânsito, principalmente em rotatórias e cruzamentos que são os lugares mais perigosos”, ressaltou.

A diretora da Apatru destaca que há dois tipos de ciclistas no trânsito, sendo que um deles é mais suscetível a ser vítima em acidentes de trânsito. “Os dois tipos de ciclistas no trânsito são os esportistas, que utilizam a bicicleta para o esporte e andam com roupas e equipamentos de segurança adequados, se envolvendo menos em acidentes de trânsito; e os ciclistas usuais, que por vezes são os que mais se envolvem em acidentes de trânsito, sendo ciclistas que utilizam a bicicleta para irem ao trabalho, trafegando pelo quadrado central e vias mais movimentadas”, explicou.

A falta de conscientização e a imprudência dos condutores no trânsito são as principais causas de acidentes envolvendo motoristas e ciclistas. “O código de trânsito prioriza o mais indefeso, mas não basta só a lei, precisa ter conscientização e respeito, além do cumprimento da lei para evitar esses acidentes”, finalizou Márcia Silva.

Fonte: Priscila Carvalho – Redação jornal DHoje Interior 

 

COMPARTILHAR

SEM COMENTÁRIOS