CINDERELAS DO NOVO MILÊNIO:Mulheres trabalham mais e ganham 76,5% a menos

Aos 41 anos, Patrícia Panza vê a vida repleta de desafios e alegrias. Foto: Claudio LAHOS

O IBGE divulgou pesquisa recente que as mulheres trabalham mais, mas ainda recebem 76,5% menos que os homens. Mas isso não abala o pique da mulherada não.
Priorizando o trabalho e a carreira, muitas partem para o mercado de trabalho focadas no sucesso e em terem uma carreira sólida adiando outros sonhos, como casamento e filhos.
“Nós até gostamos de tudo isso, mas queremos nesse momento uma vida plena sem precisar depender de ninguém”, argumentou a operadora de telemarketing, Amanda Panzzuti, de 44 anos.
Ela destacou que sempre quis ter uma vida saudável e independente. “Quero ser um exemplo para as mulheres da minha família e por isso dou meu máximo no trabalho”, contou.
Já a gerente comercial e empreendedora Patricia Panza, 41 anos, entende que o modo de pensar das mulheres evoluiu por um só motivo. “A força da mulher em querer mudar”, frisou.
Segundo ela, antigamente, as mulheres não trabalhavam, casavam cedo e logo engravidavam. Hoje, a mulher ganhou espaço no mercado de trabalho. Dessa forma, os planos de maternidade e casamento têm ficado em segundo plano.
”Tudo depende do seu potencial.

Sendo reconhecida e valorizada através das suas qualidades e habilidades. Ser feliz sem necessariamente ter uma união estável, depende muito de pessoa para pessoa. O que você realmente coloca como metas e prioridades para a sua vida. Se você acredita que para ser feliz precisa necessariamente estar com alguém, só será feliz se isso se concretizar. A felicidade depende de cada um, naquilo que acreditamos ser essencial para uma vida feliz e plena”, opinou.
O psicólogo especializado em sexualidade Clóvis Silva Neto explicou que as mulheres deste século estão mais independentes depois de caírem por terra símbolos que representam a mulher como ‘posse’ do companheiro.
Ele ainda apontou o porque hoje esse fenômeno está acontecendo.

“As relações ainda seguem uma visão patriarcal e de posse sobre tal onde não se é valorizada a liberdade e a individualidade de cada um. Tais mulheres querem ser felizes por si mesma e não basear sua felicidade ao outro”, analisou.

Clóvis ponderou porque a sociedade requer delas um companheiro. “Do ponto de vista psicológico, a falta de um par registrado afeta a vida de uma mulher através da cobrança da sociedade, onde que ela é vista como ‘não aceita’ ou julgada por estar errada. Muitas mulheres hoje em dia buscam a liberdade de serem sozinhas e não têm a necessidade de parceiros fixos só por uma aceitação social”,, finalizou.

Por Alison MOURA

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