Ciclo Siete agita criançada no Zoológico

O Bosque Zoológico de Rio Preto integra a comunidade Ciclo Siete e, durante toda a semana, promoveu atividades em prol do meio ambiente, juntamente com mais 21 países Ibero-americanos.

Ciclo de Siete é uma iniciativa que assumiu o desafio de se posicionar como os Jogos Olímpicos para a Sustentabilidade nos países Ibero-americanos com o intuito de mostrar ao mundo, através de diferentes experiências, que podem gerar consciência e um forte apelo à ação para impactar positivamente os ecossistemas América Latina, cidades, organizações, escolas, universidades e todas as pessoas interessadas em desenvolvimento sustentável.

“É uma semana de muito ensino para os diversos desafios que ainda temos, quando o assunto é meio ambiente. Proporcionar às crianças esse contato com o nosso trabalho é muito bom para incentiva-los a cuidar melhor do planeta”, explicou o veterinário do Bosque, doutor Ciro Cruvinel.

A programação do Ciclo Siete durou toda a semana. No sábado (21), com crianças e adultos de todas as idades, que participaram de uma série de atividades de educação ambiental, como conservação de espécies, leitura de histórias, exposição de animais taxidermizados, pintura corporal e exposições de coleções de fauna e flora.

No domingo (22), um passeio ciclístico no Parque do Rio Preto marcou mais um dos temas do Ciclo Siete, a Mobilidade Sustentável. Já na segunda (23), o tema do dia foi Educação com a ação “O Zoo vai à escola” que levou palestras de educação ambiental para unidades de ensino da rede municipal com conteúdos como o Ano do Tamanduá e Sistema Urubu.
A terça-feira (24) foi o dia de a meninada soltar a imaginação com atividades de Desenho Sustentável e na quarta-feira (25), puderam aprender um pouco mais sobre as Organizações Sustentáveis.

As atrações da quinta-feira (26) e da sexta-feira (27) ficaram por conta de visitas monitoradas, quando os alunos conheceram a cozinha do zoológico e aprenderam sobre a dieta e manipulação dos alimentos. Também puderam participar da execução do atendimento aos animais que chegam no bosque, além de participar de atividades de enriquecimento ambiental e teatro animado no meio da mata.

“Eu não imaginava que era assim que os animais se alimentavam aqui dentro. Acho que nunca mais vou ver o zoológico como via antes. Eu tinha dó dos animais que ficavam fechados nas jaulas. Agora sei que eles são bem cuidados e que são muito saudáveis”, comentou a aluna Ana Carolina Soares, 17 anos.

O Samuel Estevão Rosa, de 21 anos, é estudante e pretende cursar biologia marinha. Ele comentou que conhecer o trabalho dos tratadores do bosque foi muito importante para continuar em busca do sonho. “Sempre tive essa vontade, mas nunca soube como era de fato cuidar de animais. Quero biologia marinha porque gosto do mar, mas gosto de saber de tudo. Agora fiquei com mais vontade ainda de ser biólogo”, comentou.

A peça de teatro encenada pelos estagiários e profissionais do local contou, de forma lúdica, a história de um tamanduá bandeira que foi atropelado e chegou ao bosque, onde recebeu cuidados e pôde voltar à natureza. Também mostrou as funcionalidades do aplicativo Urubu, que ajuda a mapear os acidentes e a fauna silvestre do país.

Aplicativo Urubu
A proposta do CBEE, Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas, é reunir, sistematizar e disponibilizar informações sobre a mortalidade de fauna selvagem nas rodovias e ferrovias. O objetivo é auxiliar o governo e as concessionárias na tomada de decisão para redução destes impactos.

O Sistema Urubu reúne dados de várias fontes, entre elas, usuários de rodovia, pesquisadores, concessionárias, órgãos governamentais, entre outros. Todos podem contribuir e cada informação, independente da sua origem, tem a mesma importância.
O principal diferencial do Sistema Urubu em relação a outros bancos de dados existentes no mundo é que 100% dos dados são avaliados por pesquisadores, especialistas em identificação de espécies.

Para usar o aplicativo é só consultar a loja virtual do celular e baixar. O uso é totalmente gratuito, desde que o aparelho esteja conectado à internet.

 

Por Bia MENEGILDO

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