Cetesb investiga derramamento de óleo e pó químico na represa

Equipe da Cetesb analisa consequências do vazamento de óleo para o meio ambiente. Foto: Cláudio LAHOS

A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) investiga o derramamento de óleo que aconteceu, no último sábado (28), na Represa Municipal de Rio Preto. O vazamento de óleo no lago 2 da represa chamou a atenção de moradores que passavam pelo local pela manhã.
A mancha de óleo foi causada por impermeabilizante asfáltico usado na obra da rotatória, localizada na avenida Fernando Costa. A empresa Constroeste responsável pelas operações informou que em decorrência da chuva parte do produto aplicado no solo foi levado pela água.
“Pequena quantidade de resíduos foi conduzida para a represa, concentrando-se em parte da margem esquerda do lago 2”, informou a nota da empresa.
A Constroeste ponderou ainda que “imediatamente, mobilizou e participou da limpeza e remoção da quantidade acumulada de resíduos. A empresa ressalta que não ocorreu dano ambiental, conforme verificado no local e confirmado por técnicos da prefeitura”.
O Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto) de Rio Preto informou que as equipes agiram rapidamente para evitar a poluição da represa. Os trabalhos foram encerrados às 10h do domingo (29). Ao todo, foram 15 funcionários, um caminhão hidrovácuo utilizado e duas barreiras feitas.
“Toda a mancha de óleo foi sugada por um veículo de hidrovácuo da autarquia. A qualidade da água registrada nesta segunda-feira (30/12), na Represa, é considerada boa. Não houve registro de mortandade de animais. O abastecimento feito pela ETA – Estação de Tratamento de Água ‘Palácio das Águas’, que atende 25% da população, não foi interrompido e a água fornecida continua de ótima qualidade. As barreiras de contenção permanecem na Represa, de forma preventiva”.
A equipe da Cetesb informou que “após o feriado de fim de ano, a Agência decidirá quais sanções administrativas serão tomadas contra a empresa”.
Ao todo, foram 11 horas de trabalho na identificação e remoção do material da água. Além do derramamento de óleo, outro caso havia sido registrado na represa. No dia 26 de dezembro, ocorreu também no lago 2 da represa o vazamento de um líquido azul. Equipes da Polícia Ambiental e Cetesb investigam o caso.
Sobre os dois casos, o prefeito Edinho Araújo lamentou em sua rede social os ocorridos. “Foram dois episódios lamentáveis envolvendo a nossa principal fonte de abastecimento de água de Rio Preto, mas que mostraram uma ação rápida e imediata dos técnicos dos órgãos da prefeitura e também da Cetesb e Polícia Ambiental. Sobre o material de cor azul, as investigações continuam em andamento. No mais recente, o óleo verificado no lago 2 da Represa, a empresa responsável por uma obra próxima do local, na avenida Fernando Costa, admitiu a possibilidade de que o material utilizado possa ter caído na represa após uma chuva. O caso é apurado pela Cetesb, a quem deverá decidir por possíveis punições”.

Capivaras
Filhotes de capivaras foram encontrados mortos na represa municipal. Segundo a assessoria da prefeitura, as mortes não têm relação com a contaminação da água. Os filhotes nasceram sem vida.
Sobre o assunto a prefeitura informou que “os dois filhotes natimortos foram recolhidos por empresa que recolhe animais mortos. A causa da morte destes animais provavelmente é decorrente a um fator natural da fêmea, não se pode afirmar que os mesmos foram abortados devido a presença do produto no local. Não havia sinal de óleo nem na mãe e nem nos filhotes. Naturalmente as capivaras, que são roedores, podem parir natimortos por doenças, ou até abater alguns filhotes por diversos motivos, inclusive, por tamanho de ninhada”.
Uma capivara foi encontrada com manchas de óleo, mas não corre risco de morte. Em nota a prefeitura informou que “no dia do acidente a equipe do Zoológico, órgão da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, esteve no local junto com a Polícia Ambiental para avaliar a situação dos animais atingidos. Foi encontrada uma capivara com algumas manchas do produto espalhadas pelo corpo, principalmente na região do pescoço, cabeça e região dos membros pélvicos. O animal não aparentava nenhum sinal evidente de intoxicação e apresentava comportamento normal e esperado”.

Dhoje Interior

Mariane DIAS – [email protected]