RIO PRETO: CEI do Combustível pede abertura de Inquérito por suposto falso testemunho

O vereador Renato Pupo, da Comissão Especial, que se reuniu na tarde desta quinta-feira (Foto: Cláudio Lahos)

Na tarde da última quinta-feira (27), os vereadores Pedro Roberto (PRP), presidente da CEI do Combustível, e Renato Pupo (PSD) se reuniram para tratar de assuntos relacionados à Comissão Especial de Inquérito que investiga se houve venda irregular de combustíveis da Prefeitura de Rio Preto.

Na reunião, a discussão era sobre os depoimentos de Joel Pedro Ferreira que, no início do ano, teria procurado os vereadores Pedro Roberto e Marco Rillo (PT) para falar sobre a venda do combustível.

“Ele veio até o gabinete, sem que nós o convidássemos. Ou seja, veio de livre e espontânea vontade e declarou que havia comprado combustível, mas que parou de comprar quando viu o carro da prefeitura carregando os galões”, disse o presidente da Comissão.

No entanto, durante os depoimentos Joel teria negado comprar os galões de combustível. “Isso nos causou estranheza. Nós nos reunimos hoje (quinta) e será encaminhado à delegacia o pedido de abertura de inquérito para averiguação de possíveis crimes de falso testemunho”, destacou Pedro Roberto.

Apesar das negativas de Joel, o vereador acredita que há “mais do que provas” de que existia a venda e compra ilegais da gasolina. “Tínhamos uma expectativa muito grande de que o testemunho de Joel pudesse nos ajudar a elucidar ainda mais os fatos. Se ele comprou e se arrependeu, se percebeu a irregularidade e desistiu, seria uma outra página, mas nós temos convicções de que o crime existiu”, finalizou o vereador.

O DHoje tentou entrar em contato com Joel Pedro Ferreira, mas até o fechamento desta edição não obteve respostas.

RELEMBRE O CASO

Em novembro de 2018, o vereador Marco Rillo pediu a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para averiguar supostos desvios de gasolina e diesel das bombas da Prefeitura de Rio Preto.

À época, Rillo disse que chegou ao seu gabinete parte de uma planilha. “Era algo não oficial, então eu solicitei as planilhas oficiais e realmente os quatro anos que nós levantamos 2013, 2014, 2015 e  2016 houve um consumo exorbitante de abastecimento direto na bomba de combustíveis, que eram colocados em vasilhames”, disse na ocasião o vereador Marco Rillo.

O desvio seria referente à utilização de 17 mil litros de gasolina e 23 mil litros de diesel que, em tese, seriam destinados às maquinas que fazem reparos nas ruas da cidade e outros veículos oficiais.

O caso continua sendo investigado pela CEI que agora aguarda abertura do inquérito.

Por Ygor Andrade

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