Cedral: Fiéis refazem neste domingo (13) caminho do padre Mariano

Pelo menos 3 mil fiéis irão refazer neste domingo, dia 13, o caminho que o padre Mariano de La Mata Aparício fazia no trajeto entre as paróquias de Santa Apolônia, em Engenheiro Schmitt, e São Luiz Gonzaga, em Cedral.

 

A caminhada já é tradicional na região e homenageia o primeiro beato da Diocese de Rio Preto. A peregrinação refaz o caminho que o religioso percorria quando era sacerdote. Ao todo, são sete quilômetros entre o distrito de Engenheiro Schmitt e Cedral.

 

A caminhada terá início com uma missa às 6h, na Igreja Beato Mariano, junto ao asilo de Engenheiro Schmitt, que será celebrada pelo bispo dom Tomé Ferreira da Silva. Às 7h, os peregrinos seguem da igreja Santa Apolônia, do distrito de Engenheiro Schmitt, pela antiga estrada de terra, em direção à igreja São Luiz Gonzaga, em Cedral, fazendo o percurso de sete quilômetros.
No local, será realizada uma oração de encerramento, às 9h, e às 9h30 haverá outra missa presidida por dom Tomé, em Cedral. O caminho do Padre Mariano se destina também à arrecadação de produtos de higiene pessoal, que são entregues aos moradores do asilo de Schmitt. Os organizadores pedem a todos aqueles que puderem colaborar com a campanha, que entreguem os produtos na igreja Santa Apolônia. De acordo com o padre agostiniano Eliseo Lopes Bárdon, “a caminhada reúne milhares de fiéis que caminham para agradecer e pedir bênçãos do beato que por 11 anos conviveu entre os rio-pretenses. Ele morreu em abril de 1983”, conta.

História

O padre Mariano foi o primeiro beato da diocese de Rio Preto e foi elevado aos altares por um milagre reconhecido pelo Vaticano: a cura do garoto João Paulo Polotto, em 1996, com cinco anos, vítima de atropelamento em Barra Bonita. Ele estudava no Colégio São José e participava de uma excursão com o irmão e a mãe, a médica Eliana Polotto.

 

Socorrido em estado grave, João Paulo foi encaminhado à Santa Casa de Jaú (SP). Os padres do São José, avisados do acidente, entraram em oração com funcionários e alunos, invocando a intercessão de Padre Mariano, que em vida se preocupava com as crianças, com os pobres e doentes. O garoto saiu do coma numa recuperação espantosa, inexplicável pela ciência. Em 1997, a arquidiocese de São Paulo abriu processo de beatificação e a diocese de Rio Preto instalou um tribunal eclesiástico. Em 5 de novembro de 2006, padre Mariano era oficializado como beato. Esse dia foi estabelecido como data litúrgica em sua memória.

 

A Igreja Católica deu início ao processo de investigação do segundo milagre atribuído ao beato Mariano de la Mata, que seria a cura da gagueira de um menino de Monte Aprazível, após a mãe dele fazer a novena. Matheus Nascimento Pedroso, 14 anos, tinha muita dificuldade para falar, começou tarde a dizer as primeiras palavras, com 4 anos.

 

Da Redação

 

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