Casos de sarampo aumentam o alerta sobre a doença

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As complicações infecciosas podem aumentar a gravidade da doença, principalmente em crianças desnutridas com menos de 1 ano

Rio Preto não registrava casos de sarampo desde 2000. Com a confirmação dos dois casos de sarampos anunciados pela Secretaria da Saúde, os agentes de saúde orientam as pessoas a ficarem atentas à vacinação, às formas de transmissão da doença e também aos sintomas, para evitar ao máximo a propagação de novos casos de sarampo.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença infeciosa grave e muito contagioso, causada por vírus. Ela pode ser transmitida por meio da fala, tosse e espirro. Uma forma de prevenir a doença é por meio da vacinação. Qualquer pessoa pode ser contaminada com o sarampo independe da idade.

A transmissão do sarampo ocorre por meio do contato com secreções provenientes de tosse, de espirro, de fala ou de respiração, por isso o contágio da doença é elevado. Como lembra Andreia Negri Reis, gerente de vigilância epidemiológica, a transmissão ocorre de quatro a seis dias antes do aparecimento das manchas vermelhas e até quatro dias após do desaparecimento das manchas. “O pico mesmo de transmissão são dois dias antes e dois dias depois do exantema [manchas vermelhas]”, comenta.

A vacina não é recomendada a pessoas que estejam com suspeita de sarampo, gestantes, crianças com menos de um ano e as pessoas que estão com a imunidade comprometida. Aqueles que não se encontram na condição anterior precisam estar vacinados. As pessoas de 1 a 29 anos, assim como os profissionais da saúde, precisam ter duas doses da vacina registradas na carteira de vacinação. Já aqueles que têm de 30 a 58 anos, uma dose é o suficiente.

“Casos esporádicos eles podem acontecer, por isso nós estamos fazendo esse alerta para que quem não tenha a vacina, que venha se vacinar, que procure uma unidade de saúde, porque é importante, já que é visto que esse vírus está circulando”, explica Reis.
Michela Dias Barcelos, gerente de imunização, lembra que, além dos adultos, é importante que os pais fiquem atento à vacinação das crianças. “A gente precisa que os pais que têm crianças, que ao completar um ano, levar para tomar a vacina, pois hoje as doenças imunepreveníveis é uma das que a gente tem a maior preocupação, porque nos primeiros meses as crianças ainda têm os anticorpos da mãe, mas perto de um ano elas não têm mais a proteção materna”, comenta.

Entre os sintomas da doença estão a febre alta e manchas vermelhas, que podem ser acompanhadas de tosse, de coriza, de conjuntivite. As complicações infecciosas podem aumentar a gravidade da doença, principalmente em crianças sem nutrição adequada e com menos de um ano de idade. Caso os sintomas sejam identificados, a pessoa precisa procurar atendimento médico para iniciar o tratamento. Conteúdo especial: Leandro BRITO

Da REPORTAGEM

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