Casos de dengue quase triplicam em uma semana em Catanduva

A dengue vem preocupando várias cidades da região noroeste paulista. Em Catanduva, os casos da doença quase triplicaram em uma semana, passando de 56 para 144 registros, segundo boletim da Vigilância Epidemiológica.

Ainda de acordo com o balanço, outros 554 casos ainda estão sendo investigados. Os números foram registrados apenas nos primeiros 23 dias de 2020. Não há registro de morte no município.

Dhoje Interior

O índice para a infestação do mosquito Aedes aegypti também está alta, computada em 7,1%, conforme Avaliação de Densidade Larvária (ADL), colocando o município em situação de surto. Em outubro do ano passado, esse índice era de 1,6%. O recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é apenas 1%.

Agentes de endemias vêm visitando e avaliando os imóveis na cidade. Dos 6.177 vistoriados, 2.983 estavam abertos para visitação e 3.194 foram encontrados fechados.

Os bairros com maior incidência do mosquito são o Centro, Solo Sagrado, Alpino, Euclides, Higienópolis e São Francisco. A Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (EMCAa) está intensificando o trabalho nessas regiões, retirando criadouros e orientando a população.

A Secretaria de Saúde também liberou as unidades de saúde dos bairros para receber pacientes com suspeita de dengue. A atitude foi tomada para aliviar a superlotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

Os leitos podem ser utilizados, das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira. Fora desse horário e aos finais de semana, os moradores devem procurar a UPA. Durante o acolhimento, o paciente passa por consulta médica e é hidratado com soro fisiológico, medicado para febre e dor no corpo, além de ser submetido a um exame de sangue.

A Saúde contratou serviços de um laboratório local para agilizar o diagnóstico da doença. O exame de sorologia é colhido a partir do sexto dia do início dos sintomas e as amostras são encaminhadas para análise. Os resultados estão sendo atualizados semanalmente.

Por Vinícius Lopes