Casos de animais peçonhentos dobram em Rio Preto

O número de ocorrências envolvendo pessoas socorridas após acidentes com animais peçonhentos, como cobra, escorpião e aranha, dobrou em um ano em Rio Preto.

Segundo dados divulgados pelo Centro de Assistência Toxicológica do Hospital de Base/Faculdade de Medicina de Rio Preto (HB/Famerp), o Ceatox, em janeiro deste ano foram registrados 9 casos de atendimento a picada de serpentes, 10 de aranhas, 32 de escorpiões e um de outros animais, totalizando 52 casos.

Em janeiro de 2017, o Centro registrou 26 casos, metade do índice apresentado este ano.
De acordo com o médico coordenador do Ceatox, Carlos Alberto Caldeira Mendes, acidente com escorpiões é um problema seríssimo da saúde pública brasileira. “Os casos vêm aumentando progressivamente e não só em nossa região”, explicou o especialista, que relatou que nos últimos 10 anos, o índice quase triplicou. “Em 2016 foram catalogados no Brasil mais de 90 mil acidentes com escorpiões, envolvendo mais de 120 mortes”, disse Mendes.

No noroeste paulista, o tipo de escorpião predominante é o amarelo, que segundo o coordenador do Centro, é um escorpião que se adaptou ao ambiente da cidade. “Onde tem barata, geralmente tem escorpião, porque é o principal alimento do bicho, que não encontra inimigos na cidade”, especificou o coordenador, que acrescentou também o fato da reprodução da espécie. “O escorpião fêmea se reproduz sem precisar do macho e além disso não temos ainda um veneno eficaz contra o bicho”, finalizou o médico.

O empresário Bruno Ferraz, 34 anos, morador de Rio Preto, foi picado por um escorpião em novembro de 2016. Ele relata que a dor do veneno do bicho é muito forte. “Eu morava em uma casa ao lado de um depósito de supermercado e em um domingo, deitado na cama, eu tinha acabado de acordar, quando fui me espreguiçar esticando meus pés contra o cobertor e ele estava lá, agarrou meu dedinho, como se o abraçasse e enfiou o ferrão entre meu dedo e a unha”, contou o rapaz, que disse ter sido atingido por uma espécie pequena e amarela.(Colaborou Arthur AVILA)

 

Da REPORTAGEM

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