Caso Luana: Ex-namorado confessa crime em depoimento

O corpo de Luana Letícia Sales Mendes, de 19 anos, que estava desaparecida desde a última quarta-feira (19) foi encontrado em uma estrada de terra, em avançado estado de decomposição, próximo a um condomínio de chácaras, na noite de sexta-feira (21), em Mirassol. O ex-namorado Anderson Padilha Zanelato confessou o crime e disse que ofereceu carona porque ela estava atrasada.

De acordo com a Polícia Civil, Luana teria saído de casa para trabalhar e chegou a usar o celular para avisar uma amiga que iria se atrasar para o trabalho. Depois disso, ela não fez mais contato e a família procurou a polícia.

Segundo o delegado da DIG, Delegacia de Investigações Gerais de Rio Preto, Alceu Lima de Oliveira Junior, o homem teria matado a vítima e usado o celular dela para fornecer falsas pistas para a família. “Ele utilizou do celular da vítima para mandar mensagens para a mãe e para o ex-marido dela para desviar o foco da investigação. Se passando por ela, mandou mensagens pelo whatsapp. Falava que ele não quis dar carona para ela e que preferiu pegar um Uber. Daí surgiu a primeira história de que ela teria desaparecido depois de pegar um Uber”, explicou o delegado.

“Nós já tínhamos uma suspeita de onde poderia estar o corpo. Equipes da DIG esteve no local e, depois de muito procurar, a encontramos próximo a um barranco. Ela estava vestida e os ferimentos estavam na região da cabeça” completou.

Durante a madrugada, o suspeito foi preso, na avenida Nossa Senhora da Paz, em Rio Preto. Ele confessou que estrangulou Luana com um fio de carregador de telefone celular, em seguida a golpeou com um pedaço de concreto na cabeça. “A princípio ele negou o crime e não resistiu à prisão. Em depoimento, ele acabou confessando. Disse que a matou, pois ela teria dito que o ainda gostava do ex-marido e pretendia voltar com ele”, disse o delegado Alceu Lima.

Ainda de acordo com o delegado, mesmo com o pouco tempo de relacionamento, o homem era possessivo e ciumento. “Além das atitudes dele com ela, que demonstram possessividade no relacionamento, ele ainda tem passagens pela polícia com ocorrências fora do normal em relação às mulheres”.

A prisão preventiva do suspeito já havia sido pedida pelo delegado, antes mesmo de encontrar o corpo de Luana. “Havia indícios claros de que era ele, por isso pedimos a prisão. Ela havia terminado o relacionamento a cerca de dez dias. Agora ele vai responder por homicídio triplamente qualificado, que é por motivo torpe, com estrangulamento e feminicídio”, completou o delegado responsável.

Por Bia MENEGILDO

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