Cartões de crédito movimentam R$285 bilhões no 1º tri de 2017

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito (Abecs) mostram que as transações realizadas com cartão de crédito devem subir aproximadamente 6,5% neste ano. O que acarretará num movimento recorde de R$1,22 tri.

A expectativa ganhou corpo. O volume movimentado nas compras com cartões de débito e crédito somou R$ 285 bilhões no 1º trimestre de 2017, um crescimento de 6% em relação aos três primeiros meses de 2016, segundo dados divulgados da Abecs divulgados essa semana.

De acordo com a entidade, somente os cartões de crédito movimentaram R$ 173 bilhões, uma alta de 4,8%. O crescimento foi o maior desde o terceiro trimestre de 2015, quando a variação foi de 5,6%.

Os gastos de brasileiros com cartão de crédito no exterior também cresceram de forma expressiva, movimentando R$ 6,37 bilhões no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 17,2% ante o mesmo período de 2016.

Os cartões de débito movimentaram R$ 112 bilhões em compras no primeiro trimestre, registrando um crescimento de 7,6%. Com 1,7 bilhão de transações, eles foram mais usados pelos consumidores que os cartões de crédito, que tiveram 1,4 bilhão de transações no período.

Segundo o economista Roosevelt Bormann Filho, o crescimento se deve à expansão do débito no interior do país nos últimos anos.

“O cartão hoje é muito utilizado para efetuar compras que as pessoas não tem condições de pagar com dinheiro, utilizado de forma de emergencial. Acredito que a retomada da economia so não vai acontecer ainda por conta do endividamento, o que faz com que o consumo não evolua. O brasileio aprendeu que o cartão de crédito é uma fonte cara, com os maiores juros do mercado, por isso hoje ele é utilizado para necessidades e não para consumo”, destacou ele.

A pesquisa detalhou ainda que 58,1% de todo o valor de compras com cartões de débito ocorreram em cidades do interior, contra 41,9% das capitais. No mesmo período de 2008, essa relação era praticamente inversa: capitais detinham 53,2%, e o interior, 46,8%.

 

Por Jaqueline Barros

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