Carnaval anima ala da oncologia do HCM

Foto Claudio LAHOS

O Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto (HCM) amanheceu com um clima
diferente nesta terça-feira (26). Um cômodo pequeno e todo enfeitado de máscaras transformou-se em um verdadeiro bloco de Carnaval, com direito à música, fantasias, pinturas corporais, confetes e serpentinas.

A festa foi realizada para fazer a alegria de crianças que passam por tratamento oncológico
no hospital. A psicóloga Jéssica Aires da Silva Oliveira, uma das responsáveis por organizar a festa de confraternização entre as crianças, comentou que o projeto é desenvolvido no hospital da criança há cinco anos por meio do grupo “Amigos de Cuca” e tem como objetivo transformar o ambiente hospitalar em um lugar mais acolhedor em um dia de tratamento no HCM.

Dhoje Interior

Além do Carnaval, outros momentos de festa são organizados ao longo do ano. “A importância é tirar um pouco o foco do ambiente hospitalar. Tem criança que vem aqui toda semana para fazer a medicação, tem que colocar acesso venoso, tem um procedimento invasivo. Então, é tirar um pouco desse foco para que ela se sinta à vontade dentro do hospital e se sintam bem aqui dentro. Esse é o objetivo: fazer com que as crianças se sintam mais felizes aqui dentro”, comentou a psicóloga.

Sirlaine Cristina Alves de Oliveira, de 9 anos, está fazendo tratamento de leucemia desde
o ano passado e participou da festa de Carnaval promovida no hospital. Fantasiada
de princesa, ela dançou, fez pintura de rosto e aproveitou para conversar com os amigos.
Ela resumiu em poucas palavras a importância desses momentos de confraternização
e festa dentro do hospital.

“Se não tivesse essa festa, eu estaria lá na frente sentada, assistindo televisão, mas essa
festa trouxe uma alegria a mais para o hospital, tudo que precisava. Esse é um momento
de esquecer tudo o que está acontecendo, pra ficar feliz. Se for lembrar de tudo, não dá
para se divertir”, disse Sirlaine. A mãe da Sirlaine acompanhou de perto a filha se
divertindo na festa de carnaval e comentou o significado que tem a festa na vida dela e da
filha. “A festa é muito boa, pois traz alegria para as crianças e pra gente, que é pai e mãe,
é muito bom, porque é uma situação difícil, não é fácil. Mas aqui, com essa festa, a gente
nem lembra que está em um hospital. É uma forma da gente estar se divertindo”, comentou Suzilaine Alves de Oliveira, de 34 anos.

A técnica de farmácia Aline Rodrigues, de 36 anos, também esteve no HCM na manhã desta terça-feira. Caio Henrique Ruas, de 5 anos, faz tratamento de leucemia desde
2017. A mãe comenta que hoje ele está melhor, mas já chegou a ficar bem debilitado.

Aline falou um pouco da importância da confraternização de Carnaval. “É um momento
de alegria, sua cabeça é direcionada para outra coisa, não apenas para o tratamento, você
consegue se distrair, eles ficam distraídos com outras coisas”, destacou.

Eliana Godoi, de 39 anos, é de Monte Aprazível e teve um papel importante na festa. Como voluntária, ela ficou encarregada de realizar a pintura corporal nas crianças. Faz parte
do grupo “Amigos de Cuca” há um ano e falou um pouco da alegria de fazer parte desse
momento de confraternização.

“É um momento muito emocionante, só de ver o sorriso das crianças, de ver o brilho nos
olhos delas, quando eu passo o batom, é uma felicidade imensa”, resumiu Eliana.

 

Por Leandro BRITO