CARDIOPATIA CONGÊNITA: Hospital da Criança e maternidade quer ampliar em 50% o número de cirurgias

O Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto terá um aumento no número de cirurgias em crianças com cardiopatia congênita. A ação foi definida após o lançamento do Plano Nacional, feito na última terça-feira, pelo Ministério da Saúde, com investimento de R$ 91,5 milhões em todo o país. Atualmente, o HCM realiza 17 cirurgias por mês, com a mudança, o hospital pretende aumentar o serviço em 50%.

“Temos equipe multiprofissional completa e modernas instalações e equipamentos que nos dá condições de realizar 30 cirurgias por mês, no primeiro momento, e buscando dobrar o total de pacientes atendidos posteriormente”, afirmou Jorge Fares, diretor-executivo da Fundação Faculdade Regional de Medicina de Rio Preto (Funfarme).

Há uma semana, Vinícios Benvento da Costa, 12 anos, passou pelo processo cirúrgico, mas as complicações cardíacas do menino começaram quando ele tinha apenas um semana de vida, aos três meses foi feita a primeira cirurgia. O garoto já precisou passar por quatro cirurgias. “Aos três meses ele teve a primeira parada cardíaca e precisou passar pela cirurgia, seis meses depois ele teve uma complicação e passou por uma correção. A terceira cirurgia aconteceu quando ele tinha um ano e oito meses. E hoje, aos 12 anos, será o quarto processo cirúrgico”, conta a mãe L.P.B.

Em função da doença, o pequeno precisou abdicar das brincadeiras com os colegas para conseguir se tratar. “Não vejo a hora de voltar a brincar”, diz o menino.
A cardiopatia congênita é a terceira maior causa de morte de bebês antes de completar 30 dias. Estima-se que 30 mil crianças nascem com problemas cardíacos todos os anos no Brasil. O diagnóstico pode ser feito ainda nos exames de pré-natal ou no período neonatal.
O objetivo do HCM é atender crianças de todo o país e reduzir os números de mortes.

“Temos uma equipe completa, centro cirúrgico e hospital modernos, completos e a parceria da Associação dos Amigos da Criança com Câncer (Amicc), que dá um suporte muito importante ao paciente e sua família, durante sua estada em Rio Preto”, conta Ulisses Croti.

B.A.S., de 16 dias de vida passará pelo processo cirúrgico, hoje à tarde. A mãe descobriu as complicações do filho no último mês de gestação. “Quando eu estava no último mês o médico diagnosticou as alterações no meu filho. Ele terá um acompanhamento médico até os dois anos de vida”, afirma a mãe.

B.A.S. passará por uma cirurgia de correção total, a criança possui obstruções na artéria e sopro. A família que veio de Presidente Prudente aguarda ansiosa o procedimento e sucesso da cirurgia.

 

Por Mariane DIAS

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