Capacitação de funcionário de UPA é intensificada em Rio Preto

SAÚDE - Pacientes aguardando atendimento em UPA do Tangará, em Rio Preto. (Foto Claudio Lahos)

Intensificação em capacitação de funcionários da saúde em atendimento de urgência é aumentado neste momento depois do caso que levou a morte de uma paciente na  UPA do Jaguaré.

Depois de algumas reclamações envolvendo atendimento em UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), a Secretaria da Saúde de Rio Preto pretende intensificar a capacitação de funcionários da saúde para melhora o atendimento em unidade de urgência. Um caso que chamou atenção na cidade foi o da adolescente Yasmin Vitória Fernandes Florentino, de 16 anos, que deu entrada na UPA do Jaguaré e acabou morrendo depois de passar por um atendimento médico.

“Todas às vezes que a gente tem casos, como esses, nós tomamos medidas, como de treinamento, de capacitação ou de orientação das equipes, ou seja, medidas que a gente faz em função de um caso ou vários casos. Mas isso, é feito também em momentos de epidemia que são medidas de segurança”, diz André Baitello, assessor especial da Secretaria.

De acordo assessor, a capacitação de funcionários das três Unidades de Pronto Atendimento e das duas UPS (Unidade Pública de Saúde), unidade de pronto atendimento, já é realizada regularmente, porém em casos de epidemias ou de problemas, como o que aconteceu na UPA do Jaguaré, é feita uma intensificação para tentar desenvolver um atendimento mais humanizado. A capacitação é voltada a todos os funcionários dos postos de saúde, desde médicos até os atendimentos aos pacientes.

“Nós já temos um EAD, educação à distância e temos também treinamentos específicos, cursos voltados para atendimentos específicos, ou seja, paradas cardiorrespitória, traumatizados, emergência cardiológicas. O que estamos fazendo agora é intensificando isso. Vamos dar para todos os profissionais da urgência essa intensificação na capacitação”, comenta o assessor.

Gustavo Marcatto, chefe de urgência e emergência, comenta também que existe um núcleo de permanente, que funciona na unidade do Jaguará, onde é oferecido capacitação com manequim e simulação realística. “Tem um programa anual de treinamento que funcionários da rede podem frequentar, inclusive com aulas práticas. É voltada a todos os profissionais da saúde, mas cada um tem o seu treinamento específico de acordo com a função: médico, enfermagem, técnica de enfermagem”, comenta.

Segundo Baitello, casos de problemas, como o que ocorreu no Jaguaré, são sempre investigados e, em casos de falha em atendimento, os responsáveis são penalizados. “Pode ser que tenha tido alguma falha, mas a gente vai apurar e vão ser atribuídas as responsabilidades para quem não executou ou executou com falha, vai ser responsabilizado, pois isso é uma forma de educação”, diz Baitello. Conteúdo especial: Leandro BRITO

 

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