Candidatos abusam de títulos religiosos no nome de urna

Foto Reprodução Google

Dados revelados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que mais de 500 candidatos que vão concorrer nas eleições de 2018 utilizam títulos religiosos no nome de urna. Os números revelam um aumento de 6,5% comparado com as eleições de 2014, quando houve 489 pedidos de candidatura.

O levantamento do TSE abrange todos os cargos que entrarão em disputa em 2018 e mostra que o principal título religioso utilizado é o de pastor/pastora (313 candidatos). Irmã/Irmão (97), missionário/missionária (40), bispo (29), padre (17), pai/mãe (de Santo) (10) e reverendo (2) são outros títulos registrados nesta eleição. No entanto, o balanço feito pelo TSE ainda é parcial e os números podem aumentar. “É uma forma dos candidatos se aproximarem do seu público. As pessoas se identificam quando o candidato utiliza esses nomes, pois se trata de uma identidade de grupo e consequentemente pode dar respaldo nas urnas”, afirma o cientista social Lucas André Dalbert, que vê uma perspectiva de aumento na bancada evangélica.

Todos os candidatos devem indicar um nome para urna no momento do registro de candidatura. De acordo com o TSE, o nome da urna pode ser um sobrenome, prenome e até um apelido, contanto que não deixe dúvidas sobre a identidade do candidato e não atende contra o pudor. O nome também precisa respeitar o limite máximo de 30 caracteres.

“Na última eleição mais de 90 deputados federais eleitos eram ligados a igreja. Neste ano, o número saltar para 150, ou seja, muitos querem se promover como líderes religiosos. É preciso ficar atento com esse aumento significativo de bancadas ligadas a questões religiosas”, complementa de Lucas. (Colaborou: Vinicius LIMA)

 

Da REDAÇÃO

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