Campanha Dezembro Laranja faz alerta aos riscos do câncer de pele

Dezembro começou e com ele a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) inicia a Campanha Dezembro Laranja, que consiste em uma série de ações de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, que de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), todos os anos surgem mais de 176 mil casos da doença no país. O câncer de pele é o tipo de maior incidência no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

A campanha é realizada desde 2014 e neste ano traz o slogan “Se exponha, mas não se queime”, que destaca a importância da fotoproteção para a redução dos riscos do câncer de pele decorrentes da exposição excessiva ao sol sem proteção. Neste ano, pela primeira vez, a campanha seguirá por todo o verão, com diferentes ações na internet, ruas, praias e parques.

Segundo levantamento, no Ambulatório de Dermatologia do Hospital de Base são atendidos, biopsiados e/ou operados uma média de 4 mil pacientes por ano. “Essa quantidade se mantém nos últimos anos pela demanda reprimida que existe nas esperas pelos atendimentos. As campanhas de prevenção do câncer de pele contribuem para isso”, afirmou João Roberto Antônio, chefe da dermatologia da Famerp e do Hospital de Base.

Médica dermatologista Luana Rocco Pereira Copi, explica que existem três tipos de câncer e qualquer anormalidade é preciso procurar por um especialista. Foto Guilherme Batista

De acordo com a médica dermatologista Luana Rocco Pereira Copi, há três tipos de câncer, sendo denominados de carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular, que são conhecidos como câncer não melanoma, com alto percentual de cura se diagnosticado precocemente. O terceiro tipo é o melanoma, que não é o câncer de pele mais incidente, porém é o tipo mais agressivo, pois gera mais metástase. Se descoberto no início a doença tem mais de 90% de chance de cura. “O câncer de pele é uma alteração em que as células da pele começam a se multiplicar de forma desorganizada e isso gera um tumor. Clinicamente o tumor pode ser desde uma feridinha que não cicatriza ou uma mancha mais escura que começa a descamar. Qualquer alteração na pele tem que procurar o médico para fazer o diagnóstico inicial”, alertou a dermatologista.

A exposição solar excessiva e sem proteção é a principal causa do câncer de pele. A manifestação da doença pode ser por meio de uma simples pinta ou mancha, geralmente de cor acastanhada ou enegrecida ou uma ferida que não cicatriza. A dermatologista ressalta que o uso do filtro solar é de extrema importância, sendo o fator mínimo recomendado de 30 FPS, além de evitar exposição ao sol durante o período de maior insolação, das 10h às 16h.

“O câncer de pele é o mais prevalente na população. Qualquer idade e tipo de pele pode surgir, sendo mais comum nos idosos. O câncer de pele é uma manifestação do que você fez na sua vida inteira, se você não se cuidou e ficou tomando muito sol, uma hora ou outra ele vai aparecer”, afirmou.

Élcio Carlos Iezzi de 54 anos, trabalhou por oito anos como carteiro, a exposição excessiva ao sol foi um dos fatores que colaborou com o aparecimento do câncer de pele no trabalhador. As partes do corpo mais expostas ao sol como rosto e braços, foram as atingidas pelo câncer. Ele possui tanto lesões malignas como benignas. “Eu trato da doença há cerca de 13 anos. Tudo começou com uma ferida no braço e rosto, que não sarava. Atualmente sigo com tratamento e acompanhamento médico, além de usar sempre o filtro solar”, concluiu.

Por Priscila CARVALHO

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