Caminhão da Saúde retoma as atividades em Rio Preto

Após três meses em reforma de ampliação e modernização, o Caminhão da Saúde reiniciou as atividades em Rio Preto. Na manhã de quinta-feira (16) a retomada dos atendimentos ocorreu na Praça Rui Barbosa, região central da cidade.

A unidade móvel realiza exames de HIV, sífilis, hepatite B e C. O primeiro paciente a se submeter ao exame de sangue foi o próprio prefeito Edinho Araújo. “Poucos municípios no Brasil tem um equipamento como este, que vai ao encontro da população e tem todo um trabalho de triagem, aconselhamento e depois o paciente não precisa ir até uma unidade física instalada no município”, disse.

A reforma custou R$ 180 mil reais aos cofres da prefeitura. O veículo, que é do ano 2001, rodava há 17 anos sem uma reforma de melhoria. Segundo o secretário de saúde, Aldenis Borim, antes da reforma, o funcionamento era feito de forma precária. “O que foi feito foi aumentar um consultório, que havia apenas um, não tinha um sistema de água adequado, hoje tem, não existia ar condicionado e hoje o paciente e funcionário atendem com ar condicionado. Então foram feitas mudanças radicais”, destacou Borim.

O Caminhão da Saúde percorre ruas e bairros do município, preferencialmente regiões distantes que possuem difícil acesso à saúde. A unidade móvel funciona de segunda á sexta-feira. “Cada dia será em um local diferente e dedicado aonde tenha as pessoas de maior vulnerabilidade e que tenha menos acesso ao sistema”, explicou o secretário de saúde.

Devido as estratégias de detecção de doenças, como por exemplo, os serviços do Caminhão da Saúde, o município possui um alto índice de detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, conhecidas como IST. “Nosso município tem tanto de HIV, como hepatites virais e também da sífilis, um alto índice de detecção. Isso não quer dizer que a gente tenha uma epidemia das doenças, na verdade a prevalência dessas doenças no município de Rio Preto é igual para todo Brasil. No entanto, a gente detecta mais por essas estratégias de detecção, como a unidade de redução de danos itinerantes”, afirmou Maria Amélia Zanon Ponce Rocha, gerente do programa IST/Aids de Rio Preto.

Por Priscila CARVALHO

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