Calvície preocupa cada vez mais as mulheres

Genética, distúrbios fisiológicos e emocionais são as principais causas da calvície, também chamada de alopecia

Genética, distúrbios fisiológicos e emocionais são as principais causas da calvície, também chamada de alopecia

Considerado um dos maiores atributos da beleza feminina, o cabelo serve como uma moldura para o rosto. A calvície ou alopecia é caracterizada pela redução total ou parcial de cabelos ou pelos em determinada área da pele. O problema, que afeta principalmente os homens, tem se tornado cada vez mais usual também em mulheres, afetando a vaidade e causando problemas na autoestima. Segundo a American Academy of Dermatology, de um total de 2 bilhões de pessoas no mundo que enfrentam os efeitos da calvície, mais de 100 milhões são mulheres.

No Brasil, estima-se que o problema atinja cerca de 40% da população feminina. De acordo com Vanessa Cotta, visagista e terapeuta capilar do Platinum Visage, o afinamento dos fios caracteriza o primeiro sinal da calvície, seguido pela interrupção do seu crescimento. Com a progressão do problema, que normalmente afeta a região frontal da cabeça, há uma rarefação capilar que começa a ser visível. Em casos mais graves, há ausência de cabelos na parte superior e frontal da cabeça.

A calvície pode ser desencadeada por diversos fatores, entretanto, o principal deles é hereditariedade. A alopecia androgenética feminina é relacionada a hormônios masculinos, mais especificamente à testosterona. Ela pode ocorrer por um aumento na sensibilidade ao hormônio ou até mesmo pela concentração do mesmo no corpo. “A calvície também pode estar ligada ao excesso de oleosidade, uso exagerado de produtos químicos, distúrbios de tireoide, má alimentação, consumo de certos medicamentos ou a fatores emocionais”, conta Vanessa. Após cirurgias, tratamentos rádio ou quimioterápicos e no pós-parto, a queda também pode ser mais intensa, entretanto, passageira. Já a alopecia por tração é associada à tensão frequente à qual submetemos os cabelos quando fazemos certos tipos de penteados.

O fato de o cabelo cair não configura necessariamente a alopecia. A queda de até 100 fios diários é considerada saudável para que haja renovação do tecido. Porém, a profissional ressalta que é interessante observar três fatos: se os cabelos costumam nascer na mesma proporção em que caem; se existem falhas pontuais em determinadas áreas do couro cabeludo ou se o cabelo cai ao longo do dia ou durante a escovação/banho.

A pessoa também deve reparar se há uma diminuição ou afinamento dos fios no alto da cabeça. Sentir dor no couro cabeludo ao escovar os cabelos ou após banho de sol também é um sinal importante. Antes de dar início a qualquer tratamento, deve-se observar o grau em que a calvície se encontra. Fraca (inicial e fácil de ser interrompida, tratada com loções e shampoos), moderada (estágio que deve ser analisado para a adoção do tratamento ideal, podendo ser tópico e/ou associado a via oral) e avançada (onde são usados métodos mais invasivos, como microagulhamento ou implantes).

 

Tratamento

De acordo com Vanessa, o objetivo do tratamento é recuperar os fios e, principalmente, a saúde do couro cabeludo. “A tricologia conta diversas técnicas de tratamento, cada uma alinhada de acordo com o problema presente. Independente do procedimento adotado, ele deve ser conjugado à uma boa alimentação e a um bom estado emocional. Mesmo não existindo cura para a calvície, é possível retardar o processo de queda através do controle dos agentes causadores, aumentando o tempo de vida do cabelo. O tratamento, além de prevenir a queda, elimina a seborreia, controla a oleosidade e trata o couro cabeludo de acordo com a necessidade de cada pessoa. Ele costuma ser longo (pode durar meses) e contínuo”, finaliza.

 

Da REDAÇÃO

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