Brasil registra 3.904 casos confirmados de coronavírus e 114 mortes

Subiu para 3.904 os casos confirmados de coronavírus no Brasil. O número de óbitos também aumentou para 111. De acordo com informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde, até as 20h03 deste sábado (28), as mortes estão localizadas nos estados do Amazonas (1), Ceará (4), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio de Janeiro (13), Goiás (1), Paraná (2), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (2). São Paulo continua registrando o maior número de casos e de mortes, são 84 óbitos no estado.

Durante a coletiva, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, explicou que agora é um momento que o Brasil precisa se unir e andar na mesma direção para passar pela crise com o menor estrago possível. “Precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso. Vamos nos mover pela ciência, pela parte técnica, com planejamento e pensando em todos os cenários. Não podemos agir pensando individualmente, mas coletivamente. É hora da União, estados, municípios e população estarem bem alinhados para enfrentarmos juntos essa fase ruim”, explicou Mandetta.

Dhoje Interior

 

Medidas de isolamento

O Ministério da Saúde promoverá reuniões durante a semana com as secretarias estaduais e municipais de saúde para traçar planos que contemplem a saúde e a economia ao mesmo tempo, de forma sincronizada. O momento de isolamento social se faz necessário para que o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha tempo de preparar melhor a estrutura e os profissionais de saúde, o que deve ajudar a reduzir os casos de pessoas infectadas e, principalmente, óbitos.

“O tempo que nós temos para nos prepararmos melhor é agora. Temos que regularizar o abastecimento correto dos Equipamentos Individuais de Proteção (EPIS) para os profissionais de saúde, caso contrário vamos rapidamente perder força de trabalho e teremos muita dificuldade. Agora temos que poupar o sistema de saúde e não sobrecarregá-lo”, ponderou Mandetta.

Durante a semana, a pasta observará e alinhará os parâmetros conforme a necessidade de cada estado para que economia e saúde andem juntos. “Onde for preciso apertar ou afrouxar mais nós faremos, mas sempre juntos. Vamos com ética, disciplina e foco. Estou com os cabeças brancas da medicina andando comigo. Agora é hora de unir todo mundo, vamos ter dias difíceis, mas podemos amenizá-los muito”, concluiu o ministro.

Fonte: Ministério da Saúde