Banco de Leite sofre com queda de 35% no estoque no fim de ano

Foto Claudio Lahos

Com 120 litros/mês, unidade do banco de Leite Humano de Rio Preto beneficia cerca de 150 bebês com leite humano. No final do ano, o estoque sofre redução de 35% de sua capacidade média

Com a aproximação do final de ano, que também é um período de festas e férias, o estoque do Banco de Leite Humano de Rio Preto costuma cair.

Atualmente, a unidade está operando com 120 litros, mas o volume reduz cerca de 35% de sua capacidade média (cai para 80 litros). Isso significa que só é possível atender parte das solicitações diárias de leite humano que as Unidades de Terapias Intensivas (UTI) Neonatais do município encaminham ao Banco de Leite.

Em muitos casos, os recém-nascidos internados que deveriam receber leite humano, acabam recebendo fórmulas lácteas. De acordo com a enfermeira e coordenadora do Banco de Leite Humano de Rio Preto, Priscila Celina Bonomo Theodoro, está época do ano em que o estoque diminui e afeta diretamente o tratamento dos bebês internados. “É uma época onde algumas mães acabam viajando por motivo de férias, ou por não ter tempo em virtude dos cuidados com criança em casa.

A baixa do estoque de leite materno abala o tratamento dos bebês internados, na maioria prematuros extremos”, declara Theodoro. O Banco de Leite Humano de Rio Preto conta atualmente com 220 mães doadoras e beneficia cerca de 150 bebês. Segundo Theodoro, é preciso aumentas o número de doadoras. “O ideal seria termos 180 litros/mês, pois cada mulher produz uma quantidade diferente de leite e não é possível estipular o número de doadoras.

Mas, quanto maior número de mães doadoras, mais bebês serão beneficiados com o leite materno”, ressalta. Para doar, é necessário que mulheres em fase de amamentação possuam boa condição de saúde. As doadoras também não devem consumir bebida alcoólica, fumar e tomar determinados medicamentos, conforme recomendação médica.

Antes da coleta, as mulheres devem apresentar o cartão de acompanhamento pré-natal e passar por uma avaliação clínica com exames de HIV, Sífilis, Hepatites B e C.

Quem tiver interesse em colaborar, pode entrar em contato com o Banco de Leite. A equipe vai até a casa da doadora, realiza uma pequena entrevista para checar se a interessada atende todos os quesitos do Ministério da Saúde, realiza a orientação sobre cuidados de higiene, ordenha e armazenamento de leito humano, touca e máscara.

O leite ordenhado é retirado pelo Banco de Leite na residência da doadora. Para fazer o cadastro, a pessoa pode entrar em contato pelo telefone 3214-3422, ou presencialmente na unidade do Banco de Leite Humano, localizada na avenida dos Estudantes, bairro Jardim Novo Aeroporto.

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Premiação –  “A Unidade de Banco de Leite Humano de Rio Preto foi premiada em 2016 pelo Estado de São Paulo por possuir maior quantidade de mães doadoras de leite humano no interior, além da categoria de maior volume de leite coletado.

Nova marca –  Segundo levantamento da unidade do município, do começo de janeiro até final do mês de outubro, o Banco de Leite Humano superou a marca de 1.800 litros. Ações como Semana Mundial do Aleitamento Materno, no mês de agosto, contribuiu para alavancar o número

 

Incentivo ao aleitamento materno

O leite materno é a melhor fonte para uma nutrição saudável do bebê nos primeiros momentos após o seu nascimento, até seis meses de idade e depois de forma complementar até dois anos de vida ou mais.

Mais que isso, o aleitamento materno é uma forma de prevenção de doenças no recém-nascido e caracteriza-se por melhorar o vínculo afetivo entre mãe e filho desde o início de vida da criança.

Dessa forma, faz-se necessário políticas fortes de incentivo ao aleitamento materno, principalmente durante os primeiros seis meses de vida, período em que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), nenhum outro alimento deve ser dado à criança. Desde 1981, quando foi lançado o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno, o Brasil vem implantando ações de incentivo na área, entre as quais destacam-se algumas conquistas como a aprovação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos Infantis, a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), a regulamentação dos bancos de leite, e, mais recentemente, a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, para apoiar a atenção básica.

 

Por Vinicius MAIA

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