Bálsamo: prefeito quer criar 59 cargos

dU - O prefeito foi eleito pelo PMDB com 52,70% dos votos

O Projeto de Lei Complementar para a criação dos cargos comissionados será discutido e colocado em votação hoje, durante sessão extraordinária concovada na última terça-feira. A proposta tem o apoio do presidente da Câmara, mas causou polêmica pela oposição .

O prefeito de Bálsamo, Carlos Eduardo Lourenço (PMDB), o Du, quer criar 59 cargos comissionados na Prefeitura do município com salários de até R$ 4,2 mil. O Projeto de Lei Complementar (PLC) para a criação dos novos postos deve ser votado, hoje, na Câmara em sessão extraordinária.

A proposta causou polêmica pela oposição, mas segundo a Prefeitura, a criação dos cargos é um projeto de “reestruturação administrativa” e que “apenas” 33 serão ocupados.
Se aprovado, o PLC de 10 de janeiro de 2017 autorizará a Prefeitura a criar 59 cargos comissionados que estarão à disposição do prefeito para fazer as nomeações de imediato. A proposta levantou polêmica pela oposição que questiona os custos do projeto. “Todos esses cargos provocarão um impacto de quase R$ 200 mil por mês na folha de pagamento, valor equivalente ao de todos os outros mais de 200 funcionários da Prefeitura, juntos”, apontou o vereador Bruno Xavier (DEM), em postagem feita nas redes sociais.

Por outro lado, o chefe de gabinete do prefeito, José Eduardo Naliati afirmou que dos 59 cargos, o município irá nomear 33 comissionados. “Não vai impactar em nada aos cofres públicos, o custo dos novos comissionados será menor do que a da gestão passada”, afirmou José Eduardo ao se referir aos cerca de R$ 96 mil que serão gastos com os novos nomeados. Despesa que, na gestão passada, girou em torno de R$ 98,5 mil, segundo informações da Prefeitura.

Apesar de ressaltar que o projeto não vai onerar os cofres públicos de Bálsamo, o chefe de gabinete não garantiu que os 26 cargos restantes ficarão “congelados” e não serão ocupados nos próximos meses. “São cargos que poderão atender outras necessidades, como convênios com o Governo Federal que exige a contratação de funcionários”, ressaltou. Caso todos os cargos sejam ocupados, a despesas para manter esses servidores comissionados chegarão aos R$ 200 mil apontados pelo vereador.

Sobre a polêmica e a possível aprovação do projeto, o presidente da Câmara, Paulo Roberto Silingardi, do PMDB, mesmo partido do prefeito, acrescentou que apoia a aprovação da criação dos cargos. “Não sei por que tanta polêmica. Há 12 anos fizeram uma colcha de retalhos dos cargos comissionados, agora a atual gestão está fazendo uma reestruturação para modernizar a estrutura administrativa”, completou.

Sessão
A sessão extraordinária de hoje está programada para começar às 20h. Esta é a segunda extraordinária do ano. Na última segunda-feira, os vereadores aprovaram cinco projetos do Executivo que foram colocados também como “urgentes” para reajustar salários de servidores do Município que estavam recebendo abaixo do mínimo, como auxiliares geral e outros servidores.

 

Por Francela PINHEIRO 

 

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