Balanço: Município aplica R$ 232 milhões em ações na Saúde; valor é superior do que determina lei

FOTO FABIO CARVALHO

Manter a saúde financeira do município em ordem para poder fazer investimentos importantes em benefício da população. De acordo com lei federal, os municípios devem
destinar 15% de seu orçamento para a saúde pública. No balanço divulgado pela Secretaria
da Saúde referente ao ano de 2018, o Poder Público gastou ‘quase o dobro’ da lei para
tentar atender o maior número possível de demandas. O percentual aplicado em ações é
equivalente a 25,11%.

Este foi o principal aspecto que a Secretaria de Saúde destacou na audiência pública de prestação de contas sobre execução orçamentária e gestão financeira referente ao
terceiro quadrimestre de 2018, realizada ontem, no prédio da Prefeitura.

O governo municipal gastou um montante de R$ 232 milhões (R$ 96 milhões a mais do que previsto na obrigatoriedade de aplicação na Saúde). “É um balanço positivo, e os números comprovam esses investimento em ações. Todos os departamentos da Secretaria tiveram aumento no número de consultas e exames. Existe um crescimento proporcional, quando aumenta consulta tende a crescer o número de exames”, explica André Luciano Baitello, assessor da Secretaria de Saúde. O mesmo representou o secretário da pasta, Aldenis Borim, que não pode participar da audiência pública por motivos particulares.

Profissionais de diferentes áreas da Saúde apresentaram números referentes aos últimos
quatro meses do ano passado (setembro a dezembro). Consultas e procedimentos na atenção básica de saúde registrou aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2017, com um total de 768 mil consultas (clínica médica, pediatria, ginecologia, odontologia, enfermagem e outros serviços).

Filas em consultas e exames
Mesmo diante da aplicação de recursos na Saúde, os munícipes ainda se deparam com demora de exames e agendamento de consultas, que chegam a ultrapassar entre dois
e três meses de espera. Baitello confirmou que em alguns casos, dependendo do tipo de
especialidade as filas estão um pouco maior, mas deve reduzir ao longo do ano.

“Existem filas, mas estão menores diante dos trabalhos de mutirões, consultas e exames
realizados no ano passado. Estamos para iniciar o laboratório municipal, teremos tomógrafos, hoje (ontem) foi inaugurada salas de ultrassonografia, passamos a fazer exames de colonoscopia, então essas filas de exames e consultas tendem a diminuir ao longo do ano”, comenta.

Plano contra dengue
A epidemia da dengue no município também foi discutida na audiência pública. O boletim
epidemiológico divulgado na cidade (terça) confirmou 1.723 casos positivos somente neste ano, número já é maior do que o ano passado inteiro (1.015 casos).

O investimento feito pela Prefeitura foi a implantação do Centro de Hidratação com o
objetivo de garantir assistência qualificada a pacientes acometidos pela dengue. Indagado se os gastos com ações voltadas para o combate ao mosquito transmissor pode comprometer o orçamento da Saúde, André Baitello tratou de dizer que a despesa será
menor e mais eficaz em relação a medidas de outros anos.

“O grande gasto foi no Centro de Hidratação, que já era um prédio da Secretaria. Estamos
aproveitando parte das equipes do período diurno das unidades básicas que estão em reformas, e conseguindo gastar menos com médicos. Estamos atendendo com mais qualidade e gastando menos. A Secretaria se estruturou de outras formas, como por exemplo, uma equipe só para dengue na unidade”, finaliza.

 

Por Vinícius MAIA

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