Aumento no preço dos combustíveis não agradam consumidores

FOTO RAPHAEL COSTA

As oscilações nos preços dos combustíveis não têm deixado os consumidores muito contentes. Com o aumento anunciado pela Petrobras na semana passada, pela primeira vez desde novembro de 2014 o barril de petróleo do tipo Brent ultrapassou a barreira de 80 dólares. No país o aumento foi de 0,95% no preço do diesel e ainda elevou em 1,80% o preço de gasolina comercializado nas refinarias.

O preço do diesel A nas refinarias está em R$ 2,3302 e a gasolina R$ 2,0407. Desde março a petrolífera passou a anunciar os preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias e não mais os percentuais. Em julho do ano passado a petrolífera adotou novo formato na política de ajuste de preços. Com a mudança, os reajustes acontecem com maior frequência, sendo até mesmo diários. Contudo a decisão de repassar o aumento do valor cobrado pela Petrobras ao consumidor final é do posto de combustível.

De acordo com o presidente do Sincopetro de Rio Preto, Roberto Uehara, fatores como a alta do dólar e incertezas relacionadas à produção do Irã e Venezuela são fatores que colaboram no aumento dos preços. “Em 21 dias nesse mês já tivemos 16 aumentos anunciados pela Petrobras. Com certeza esses aumentos afetam consumidores e empresas”, disse.

O motorista de Uber Enéas Ananias acha abusivos os preços e sente diretamente no bolso os aumentos. “Eu acho um absurdo, primeiro porque o álcool é nosso, produzido aqui e não importado. O que paga de impostos em cima dos combustíveis a gente se sente lesado e roubado”, afirmou.

“Eu acho que tá caro”, é o que ressalta o programador de computadores, Rogério Freitas Martins, a respeito dos preços praticados pelos postos de combustíveis. “Eu não sei por que em Rio Preto é mais caro ainda, sendo que nas cidades em volta está tudo mais barato”, questionou.

Protesto

Nesta segunda-feira (21), caminhoneiros paralisaram algumas rodovias pelo país em protesto contra o aumento nos preços do diesel. Os caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o combustível.

Foram registrados atos em ao menos sete Estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. Pela região de Rio Preto não chegaram a acontecer essas paralisações.

A categoria prometeu a greve na semana passada, caso as reivindicações apresentadas ao governo federal não fossem atendidas. “Com os caminhões deixando de transitar, não há o transporte de mercadorias e caso continue, em cerca de 10 a 15 dias já afetará toda a cadeia consumidora”, finalizou Roberto Uehara.

Por Priscila CARVALHO

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