Aumento aprovado: Novo salário STF – hora errada

Foto Divulgação

Após Senado aprovar aumento salarial dos magistrados do STF de R$ 33,7 mil para
R$ 39,3 mil, uma polêmica foi gerada em todo o país. Também foi aprovado o reajuste
no mesmo valor do salário do procurador-geral da República, em votação simbólica, o
mesmo de um ministro do STF.

Antes de entrar em vigor, proposta precisa ser sancionada pelo atual presidente Michel
Temer. Os ministros Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmaram na quinta-feira (8), que o reajuste de 16,38% nos salários representa uma recomposição de perdas inflacionárias, e não um aumento salarial.

Como os salários dos magistrados da Suprema Corte são o teto do funcionalismo, o
aumento irá provocar um efeito dominó nos contracheques da magistratura. Para o economista o Roosevelt Bormann o aumento do salário é algo negativo que refletirá em outros seguimentos.

“A repercussão é bastante substancial. Isso pode significar um aumento do efeito cascata para os setores, além de aprofundar o problema fiscal”, explica.

O “efeito cascata” se dá porque os vencimentos do Supremo servem de teto para o
funcionalismo público de todas as esferas. Muitos servidores de Executivo, Legislativo e Judiciário estaduais sofrem um corte no salário por causa dessa regra, o chamado “abate-teto”.

Com o aumento dos vencimentos aprovado pelo Congresso, os funcionários públicos
que ganham mais do que um ministro do STF (em razão do acúmulo de benefícios, por
exemplo) passariam a ter um corte menor. A estimativa é de que o aumento salarial gere, pelo menos, R$ 4 bilhões de despesas extras nas contas públicas. “Toda esta situação reflete de maneira negativa para nosso país”, finaliza o economista.
Por: Mariane DIAS

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