ATENÇÃO: Ansiedade pede remédio e terapia

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas diagnosticadas com transtorno de ansiedade teve um aumento considerável. Hoje, os brasileiros se destacam quando o assunto é a doença, 9,3% da população sofre com um tipo de transtorno de ansiedade. O Brasil é considerado o país com maior número de ansiosos da América Latina.
De acordo com a psiquiatra Mayra Folgosi Ricci, o excesso de ansiedade que acomete a população tem inúmeros fatores. “A ansiedade vem aumentando cada vez mais. Eu acredito que tem vários fatores. Mas o principal é o estresse, o estresse crônico. No Brasil tem muitos fatores, não é só o estresse. Nível socioeconômico, o risco de desemprego, o dia a dia muito tenso e conturbado, pouca noite de sono. E tem os fatores genéticos associados nas doenças psiquiátricas que influenciam também”, explica a psiquiatra.
A doutora comenta que hoje se fala muito de remédios, mas, além dos tratamentos, convencionais, a qualidade de vida é essencial para superar um quadro de transtorno de ansiedades. “A gente fala muito de remédio, mas não é só isso. Tem gente que não necessariamente precisa ser medicada, precisa ter terapia, acompanhamento psicológico e mudanças de hábitos. É qualidade de vida. Eu sempre falo isso. Exercício físico é fundamental, momento de lazer. É mudança de hábito, não adianta só tomar remédio”, comenta Ricci.
Os prejuízos à qualidade de vida são muitos quando pensamos nos transtornos decorrentes da ansiedade. “Pra gente fechar o diagnóstico de transtornos ansiosos são vários, não é só ansiedade generalizada, tem que ter um prejuízo na qualidade de vida. Então, o rendimento do trabalho diminui, o relacionamento familiar fica prejudicado, os momentos de lazer são comprometidos. Em todas as áreas, acaba sendo prejudicado”, relata Ricci.
Como destaca a psiquiatra, o transtorno ansioso tem critérios de diagnósticos. “A ansiedade todo mundo tem, todo mundo é ansioso, por exemplo, se você vai apresentar um trabalho é normal a ansiedade e isso não dura, já, no transtorno, a ansiedade perdura. O transtorno de ansiedade generalizada vai ter toda essa mudança no mínimo seis meses”, explica Ricci.
Ricci comenta que a pessoa que sofre de ansiedade precisa o quanto antes procurar a ajuda de um especialista.

“O tratamento precoce é fundamental para a gente conseguir tratar esse transtorno para o paciente conseguir ter uma melhor qualidade de vida, mas precisa procurar um profissional tanto psicólogo, que vai fazer o primeiro atendimento, vai ver a necessidade de um acompanhamento médico psiquiátrico ou procurar direto um psiquiatra”, aconselha.

A psiquiatra comenta que buscar atividades que aumentam o prazer faz toda a diferença na vida da pessoa que está tratando de um quadro de transtorno de ansiedade. “Só o remédio não vai ter o resultado esperado. Tem que ter mudança na qualidade de vida. O remédio não é tudo, ele demora para surtir efeito. Não existe uma pílula mágica. Por isso, é tão importante buscar uma melhor qualidade de vida”, enfatiza

Por Leandro BRITO

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