Assumir fios naturais exige muita paciência

Foto Arquivo Pessoal

Se amar é uma das principais regras para viver bem e feliz. Sim, se aceitar dos pés até o último fio de cabelo. Por isso, nos últimos anos o que mais temos visto são mulheres famosas ou anônimas assumindo suas madeixas naturais. Procedimentos como plástica de fios, progressiva, botox e selagem não dão proteção térmica às cutículas, o que causa a plastificação das mesmas, ou seja, os cabelos ficam sem balanço, sem viço, fino e quebradiço, pois as cutículas foram comprometidas.

Mesmo que o efeito liso desapareça da aparência dos fios, a progressiva continua lá. Por isso é cada dia mais comum nós encontrarmos mulheres que preferiram assumir seus fios naturais e abandonaram definitivamente os danos e gastos de qualquer procedimento para alisar as madeixas. Mas esse processo que muitas meninas definem como libertador, exige uma qualidade que nem todos têm: paciência! Quando a mulher opta por essa mudança, é importante que ela e o profissional tenham uma conversa para explicar que o mais importante é a paciência.

O processo é demorado, pois a única forma de tirar a química dos fios é deixando ele crescer novamente. Um fio de cabelo cresce em média um centímetro ao mês, mas calma a transição não é impossível. Há dois anos Vanessa de Moraes não usa nenhum tipo de química no cabelo, mas nem sempre foi assim.

A jovem alisava o cabelo aos 13 anos, quando a mãe a levava ao salão para tirar o volume do cabelo. Vanessa conta que a mãe sempre disse que cabelo bonito era cabelo liso ou com baixo volume e por esse motivo continuou a fazer os procedimentos durante toda a adolescência. A jovem só percebeu que o alisamento não estava fazendo bem, quando começou a perder uma grade quantidade de cabelo e viu que havia partes da sua cabeça que estava com falhas visíveis.

Foi aí que o processo de mudança e aceitação começou, Vanessa cortou o cabelo para tirar a parte lisa e deixou as madeixas naturais crescerem. “Acredito que o cabelo tem muito a ver com a identidade, como tive por muitos anos essa crise de identidade acreditava muito no que me diziam. Meu cabelo melhorou muito, é mais forte, e não foi só o cabelo, mas a minha autoestima também e a liberdade de tomar chuva, piscina e se sentir bonita”, conta Moraes.

Outro aspecto importante é manter os fios hidratados durante o processo de crescimento, porque os cabelos cacheados, principalmente os com ondas mais fechadas, têm mais dificuldade de levar oleosidade do couro cabeludo até a ponta dos fios. Quem explica é a empresária e cabeleireira Juliana Ferreira.

“A transição capilar requer cuidados, pois estamos lidando com duas texturas de cabelo! As dicas vão desde a forma que você lava o cabelo, o certo é usar um shampoo e condicionador mais hidratantes, até no cronograma capilar. Uma dica de ouro é alternar as necessidades do cabelo, sendo hidratação, nutrição, reconstrução”, explica Ferreira.

Além de trazer uma identidade à mulher, a transição também traz a vantagem de deixar o cabelo com mais vida e saúde e diminui os gastos com as madeixas. Colaborou: Thais Lobato

 

Da REPORTAGEM

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