“Aqui precisa de uma terceira faixa entre Mirassol e Rio Preto”, diz Skaf

Candidato - Paulo Skaf (MDB) durante visita na redação do Jornal Dhoje

O pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf (MDB), visitou Rio Preto para falar sobre a corrida eleitoral deste ano. Candidato ao cargo por duas vezes, nos anos de 2010 e 2014, o emedebista ficou em quarto e segundo lugar, respectivamente, e agora, no ano de 2018, aparece tecnicamente empatado com o concorrente João Dória (PSDB).

Além de pré-candidato, Skaf ainda é presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), do Instituto Roberto Simonsen (IRS) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/SP) e também o 1º vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Skaf contou que não aceitou a coligação que o colocaria como candidato ao Senado por não concordar com a política do PSDB. “Eu não aceitei a coligação com o Dória porque eu não concordo com a política no PSDB nos últimos 24 anos. Só para começar a falar, a situação da escola pública piorou muito. Os professores não são respeitados. Não há coordenação na área da saúde”, disse o emedebista.

Sobre as prioridades como governador, Skaf disse que deve começar pela educação, saúde e segurança, mas que tudo será trabalhado junto e sem esquecer de nenhum ponto. “Como os problemas se acumularam, é muito difícil ter uma prioridade. A frente do SESI nos últimos 13 anos, conseguimos 120 escolas consideradas de primeiro mundo no Estado, sendo duas delas em Rio Preto. Nós fizemos muito pela educação e essa experiência quero levar para o ensino público. Meu sonho é dar as mesmas oportunidades e a mesma escola para os alunos do ensino público de São Paulo. Acima de tudo, as crianças tem que aprender”, comentou.

“Paralelamente, queremos trabalhar a segurança, com uma polícia investigativa, com tecnologia de primeiro mundo no combate ao crime. Os bandidos estão levando vantagens por aqui. Isso não pode acontecer e acaba com a sensação de segurança da população. A mesma coisa na saúde. Tudo tem que ser organizado para não acontecer o que acontece hoje. Precisa estar com tudo em ordem. Temos leitos de médicos suficientes, mas desorganizados. Precisamos re-arrumar a saúde”, completou Skaf.

Entre as necessidades da região, Skaf ressaltou a necessidade de obras na rodovia Washington Luís. “Aqui precisa de uma terceira faixa entre Mirassol e Rio Preto e até um pouco mais. Também é necessário investimentos em ferrovias e hidrovias para escoar a produção do interior e eu gosto de grandes desafios. Acho que estou pronto”, acrescentou.
Skaf se mostrou confiante, mesmo diante da impopularidade do presidente Michel Temer. “Eu me filiei a um partido político porque quis o desafio. Entrei para a política sem padrinhos, sem pai, amigos ou qualquer tipo de parente como político. Eu tenho o meu estilo próprio de administrar. Não me contento com pouco. Inauguro tudo pronto. A impopularidade do presidente Michel Temer não deve atrapalhar minha candidatura. Quem me conhece, sabe que tenho meu estilo próprio de governar e que não vou deixar passar nada errado”, esclareceu o pré-candidato.

O emedebista deve sair candidato ao governo do Estado e contar com o apoio de Henrique Meirelles, pré-candidato a presidência.

 

Por Bia MENEGILDO

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