Após suspender cinco vezes, júri condena homem por morte de taxista há 17 anos em Cedral

GOOGLE MAPS/ARQUIVO - 22/02/18: Uma corrida de táxi acabou com o passageiro morto em sítio na zona rural de do município de Cedral.
José Lopes Almeida foi sentenciado a cumprir livre 14 anos de prisão. O crime foi em março de 2001, o corréu completou 70 anos e não pode ser responsabilizado na ação

Depois de dez horas e cinco sessões adiadas o homem acusado de matar um taxista há 18 anos, no Sítio Maria Aparecida, bairro Sapé, no município de Cedral (a 17 km de Rio de Rio) foi condenado.

Por maioria de votos, o júri condenou, no fim da tarde desta terça-feira (26), José Lopes Almeida a 14 anos de prisão pelo homicídio doloso contra o taxista Marcos Vinícius Rosolem. O delito foi no dia 14 de março de 2001.

Por fim, reconheceram também que o réu agiu na tentativa de esconder o crime, motivado pela promessa de recompensa e do recurso que dificultou a defesa da vítima.

Na sentença o juiz da 5º Vara Criminal, Cristiano Mikhail, determinou que pelo fato de Lopes ter respondido o processo em liberdade, poderá recorrer da decisão no TJ (Tribunal Justiça Estadual) em liberdade.

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O segundo envolvido na ação penal e corréu, Joaquim Conceição da Silva, teve a pena anulada em sentença do dia 26 abril de 2016, assinada pela magistrada Gláucia Véspoli dos Santos Ramos de Oliveira, ele completou 70 anos e, pela regra processual, não pode ser penalizado.

“Não aguento mais isso, já nem acredito na Justiça, era ele que tinha de ser punido, é réu confesso”. Disse a mãe do taxista Ilda das Graças Roselem, de 65 anos.

Segundo a denúncia da Promotoria, Joaquim havia contratado Lopes para levar o taxista até a zona rural da execução, dentro de um Ômega. Além do corpo de Vinícius foram encontrados uma calcinha, dinheiro e um bilhete com ameaças ao trabalhador. Investigações concentradas na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apontaram que logo depois ele foi arrastado para dentro da lavoura.

Atual defensor contratado para fazer a tese de defesa, Jose Roberto Arlindo Nogueira Quartieri, não foi localizado pela reportagem do DHOJE em seu escritório para comentar o entendimento do Conselho de Sentença e o espaço continua aberto.

DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, às 20h32.

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