Após laudo apontar perigo, Prefeitura anuncia obras em pontes, viadutos e passarelas

Ponte da Avenida Belvedere é uma das áreas apontadas no relatório para receber obras de recuperação (Foto: Cláudio Lahos)

Na manhã de ontem (29), o secretário de Obras de Rio Preto, Sérgio Issas, anunciou que a Prefeitura vai realizar obras emergenciais em pontes, viadutos e passarelas da cidade. A decisão veio após um estudo entregue ao Ministério Público, que apontou perigo aos motoristas e pedestres que passam pelos locais.

Ao todo, 53 locais foram vistoriados. Seis deles foram classificados como situação crítica, sendo três com problemas no guarda-corpo e três na estrutura. A primeira ordem de serviço anunciada foi para recuperação da ponte da rua João Mesquita sobre o córrego Piedade, no valor de R$ 496 mil.

De acordo com Issas, nenhum governo até hoje realizou um trabalho preventivo nestes locais. “Não temos conhecimento algum em relação a trabalhos de manutenção preventiva nestas estruturas. Como hoje a ação está sendo realizada, é importante tranquilizar a população que nos próximos anos a inspeção deve continuar, tudo para trazer segurança para os rio-pretenses”, enfatizou.

O secretário ainda destacou que não há motivo para alarde e que as estruturas não apresentam qualquer tipo de risco à população. “O que estamos fazendo é justamente para evitar contratempos como o que foi registrado em São Paulo, no ano passado, em um viaduto da Marginal Pinheiros que acabou cedendo. Lá o problema foi nos chamados travesseiros ou colchões de neoprene, que têm função semelhante a de um ‘amortecimento’ para a estrutura de concreto de viadutos. Em Rio Preto, não temos este tipo de problema. O que acontece na cidade é com relação ao desvio do leito dos rios que, por conta da falta de manutenção, começam a passar mais perto dos pilares de concreto. É esse reparo que iremos fazer para evitar abalos nas estruturas”, explicou Issas.

Além da ponte da rua João Mesquita, no próximo dia 3 de junho começam as obras de recuperação da passarela na altura do Sesi na Represa Municipal. Lá o Município vai gastar cerca de R$ 17 mil com pintura e substituição da parte metálica que está corroída. A parte de concreto também vai passar por reparos.

Em até duas semanas, a previsão é de início das obras na avenida Noé Gonçalves de Souza, sobre o rio Preto. “Já estamos em fase de contratação e em até 15 dias daremos início aos trabalhos. Lá tivemos queda de um tubo e a força da água acabou levando parte da calçada”, disse, informando que o valor desta obra está em torno de R$ 30 mil.

Já as duas pontes na avenida Belvedere, no bairro São Deocleciano, ainda não foram orçadas. A expectativa é de que os serviços comecem nos próximos vinte dias, primeiro com a recuperação da avenida sentido centro/bairro e depois no sentido bairro/centro.

Todas as obras serão realizadas de forma imediata. De acordo com o laudo, a indicação do Ministério Público é para que as ações sejam feitas antes do período de chuvas, ou seja, novembro.

As obras devem acontecer de forma emergencial, sem licitação. Segundo o secretário, o motivo da contratação não trará ônus maior aos cofres públicos. “As três empresas convidadas encaminham as planilhas em um envelope fechado, como na licitação. Os valores são baseados em tabelas oficiais, como se o processo fosse através de uma licitação. A única diferença aqui é em relação ao tempo, já que no processo licitatório demoraríamos entre três e quatro meses para conhecer a empresa vencedora”, explicou Issas.

O documento apresentado ao Ministério Público pela Prefeitura foi elaborado pela empresa Tortorello & Gonzalez e analisou 53 Obras de Artes Especiais (OAEs) espalhadas pelo município.

De acordo com o laudo, os viadutos e pontes foram classificados como “excelente, boa, regular, ruim ou crítica”, associando notas aos parâmetros estrutural, funcional e durabilidade.

Até a conclusão das obras, Rio Preto adotou ações para reduzir impactos nos lugares que devem receber algum tipo de reparo, como a instalação de lombadas para conter a velocidade de veículos pesados que trafegam pelo local. Os locais não devem ser interditados, a menos que seja necessária troca de tubulação para serviços de microdrenagem.

Por Jaqueline BARROS

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