Após derrota na votação, ministro do TSE questiona provas usadas

TSE- O ministro Herman Benjamin, durante julgamento da chapa Dilma-Temer

Derrotado na votação de ontem sobre o uso de informações da delação da Odebrecht no julgamento sobre a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou a provocar os colegas sobre a abrangência das provas que podem ser usadas na ação. Ao retomar o seu voto após um breve intervalo, Herman citou trechos das delações do ex-marqueteiro do PT João Santana, e sua mulher, Monica Moura.

“Não ficou claro nos debates de ontem se os depoimentos de João Santana e Monica Moura, autorizados por esta corte, serão extirpados ou não”, disse. “Essa seria uma decisão memorável se esta corte extirpar os depoimentos autorizados por esta corte, ou, pelo menos, pela maioria que está aqui”, afirmou.

Em depoimento autorizado pelo TSE, Santana e Monica admitiram o uso de caixa 2 na campanha de 2014 e citaram uma “conta corrente” no exterior para o recebimento dos pagamentos. “Não é Odebrecht. Estamos falando de uma conta de propina que este senhor tinha”, disse Herman.

Durante as chamadas preliminares do julgamento, a maioria da corte, por 4 a 3, aceitou pedido das defesas de Dilma e de Temer para que os ministros não levassem em consideração as informações sobre irregularidades envolvendo a Odebrecht no julgamento sobre abuso de poder político e econômico.

A sessão, então, deve ser retomada hoje, às 9h, quando cada ministro terá 20 minutos para votar.

Após Herman, votam Napoleão Nunes, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira, Luiz Fux, Rosa Weber e, por último, o presidente do TSE, Gilmar Mendes.

Fonte:Conteúdo Estadão 

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