Após demissões, Anjos da Guarda se reúnem em assembleia

Após a Prefeitura de Rio Preto anunciar o corte de 249 postos dos ‘Anjos da Guarda’, o que representa cerca de 500 funcionários, o sindicato que representa a categoria e ex-trabalhadores se reuniram em duas assembleias pela manhã e tarde de ontem, para que pudessem ser passadas aos funcionários orientações com relação às rescisões e encargos trabalhistas, além de como proceder nessa situação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Rio Preto e Região (SETH), Sérgio Paranhos, o sindicato há cerca de um mês vem tentando junto com a Prefeitura evitar a demissão desses funcionários. “Tentamos evitar essas demissões, mas a Prefeitura alega não ter recursos, orçamento escasso e com isso precisou demitir. A nossa esperança é de que no começo do ano e com a definição do orçamento, que possa haver a recontratação”, comentou.

De acordo com a Prefeitura, 74 postos de serviços – 148 pessoas – ainda continuam trabalhando como ‘Anjos da Guarda’, que têm a função de cuidar da segurança de crianças na entrada e saída das escolas e da população em prédios municipais, como postos de saúde. Com o corte a Prefeitura deve economizar anualmente R$ 18,3 milhões, sendo que o valor do novo contrato após as demissões será de R$ 5,8 milhões anuais.

Sobre os funcionários que ainda continuam na função, o presidente do sindicato que representa a categoria, alegou que não sabe como ficarão distribuídos. “Não sabemos quais postos ainda permanecerão e como ficará essa distribuição dos funcionários que continuam como ‘Anjos da Guarda’”, disse.

Paranhos ainda afirmou que o sindicato está acompanhando de perto a situação e apoiando os trabalhadores, disponibilizando além das orientações o serviço gratuito com os advogados do sindicato. “Estamos acompanhando toda a situação e continuaremos até o desfecho final”, concluiu.

 

Por Priscila Carvalho 

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