Apesar de 10 mil empregos gerados, setor de borracha mostra preocupação para 2018

cautela - Diretor executivo da Apabor diz que as vagas geradas não devem aumentar e correm risco de caírem em 2018

Segundo estimativa da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (APABOR), o setor, em Rio Preto e região, teve cerca de 60 mil hectares de seringueiras em produção gerando aproximadamente 10 mil empregos diretos em 2017. A notícia que poderia ser muito bem vista por produtores e trabalhadores, na verdade vem sendo tratada com cautela, de acordo com o diretor executivo da associação, Diogo Esperante.

“Em 2017 o IBGE registrou retração de 1% nas áreas em produção em São Paulo o que nos permite projetar que em torno de 100 vagas de emprego foram fechadas na região. A previsão para 2018 é que, quando muito, os números se mantenham. Com a baixa da cotação internacional, a taxa de incremento anual de novas áreas continua despencando. Ainda, áreas mais velhas, em declínio produtivo, estão sendo erradicadas”, explicou Esperante.

Para ele, o número de vagas geradas não deve aumentar e correm o risco de até caírem neste ano. Contudo, para driblar a expectativa negativa sobre o setor, o diretor executivo ressalta a importância dos pleitos que estão sendo defendidos junto ao governo para valorização e reposicionamento estratégico da borracha brasileira.

“Precisamos da taxação das Importações de Borracha Natural e criação de um Plano Nacional de Certificação com a Integração da Borracha Natural Brasileira no Programa Agro+. Esta proposta tem como objetivo agregar valor socioambiental ao produto destacando o fato dele ser “livre de desmatamento” e “livre de trabalho infantil”, enquanto a maior parte da borracha produzida no mundo não é. O foco é rentabilizar para o produtor rural esse diferencial para viabilizar o custo de produção frente ao atual ciclo de baixa das cotações”, conclui Esperante.

 

Por Marcelo SCHAFFAUSER

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