Anemia infantil pode atingir até 83%

Campanha - Anemia infantil não é diagnosticada por falta de informação

Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, estudantes do curso de Medicina da Unilago realizam durante toda a semana orientações de prevenção e diagnóstico contra anemia nas unidades de saúde de São José do Rio Preto. Cerca de 64 alunos estão no projeto.

A anemia infantil causada pela falta de ferro atinge, no país, mais de 52% das crianças até os quatro anos de idade e pode chegar aos 83% em menores de dois anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria. A ausência de informações contribui para o não diagnóstico prematuro do problema.

Com o objetivo de aumentar o conhecimento da população, estudantes de medicina da Unilago, em parceria com a Secretaria de Saúde, realizam durante toda a semana atendimentos de orientação nas recepções nas unidades de saúde de Rio Preto.

“A anemia pode evoluir e afetar o sistema neuropsicomotor da criança. Causando dificuldade na fala, audição e aprendizagem. Por isso, é muito importante prestar atenção se há mudanças de comportamento, como sonolência e palidez nas mãos. Além de sempre realizar os exames e os acompanhamentos necessários com o pediatra”, explica a aluna do quinto ano da graduação Nayara Caroline.

Karina Domingues descobriu que a filha Eloá, 9 meses, sofre de anemia ferropriva em um exame de rotina. “É importante acompanhar. Assim que descobrimos o médico já receitou o remédio e fazemos o tratamento certinho”, afirma.

A principal orientação dos médicos é o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e indicado até os dois anos ou mais. “O leite é um dos principais fatores de prevenção da anemia. Além de proteger contra infecções, alergias, diminui diabetes, pressão alta, obesidade e desenvolve o sistema digestório e neurológico”, orienta o graduando Lucas Teixeira dos Santos.

Para as crianças maiores, o fundamental é a alimentação. Arroz, feijão, sucos de acerola, laranja, abacaxi e limão são positivos contra a doença. Já o consumo de café e chocolates deve ser evitado. Segundo os especialistas, essas substâncias dificultam a absorção de ferro pelo organismo.

Fátima Oliveira da Costa estava com o filho, Arthur, de quatro anos na Unidade Básica de Saúde da Família do bairro Nova Esperança e conseguiu tirar todas as dúvidas sobre os cuidados com a saúde infantil. “Acho muito boa essa campanha. Nós conseguimos esclarecer pequenas questões da rotina e ficamos mais tranquilas. Porque a mãe sofre junto com o filho”, comenta.

 

Por Marina LACERDA

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