Amizade que ultrapassa gerações

Há 35 anos - Amizade entre Esmeralda e Venâncio passou gerações

Nesta sexta-feira (20), é comemorado o dia do amigo, uma figura tão importante e estimada. Para celebrar a data vamos entrar em uma viajem no tempo para termos a verdadeira visão do que significa a palavra amizade.

Esmeralda de Souza chegou ainda jovem no estado de São Paulo. No ano de 1983, Esmeralda saiu de Minas Gerais com sua mãe, tio e quatro filhas, para tentar uma vida melhor. Na casa da frente morava a família Ricci que era composta apenas por Bianca e seu jovem filho Venâncio.

Foi ai que a amizade entre as famílias começou, depois de alguns anos de vizinhança a mãe de Venâncio adoeceu, por morar apenas os dois na casa, enquanto o jovem ia trabalhar Esmeralda cuidava de Bianca para que ela não ficasse sozinha. Isso se estendeu por cinco anos, até que Bianca morreu.

Por ser ter sido dependente da mãe a vida toda e agora se ver morando sozinho, Venâncio adoeceu, por isso passou a fazer suas refeições na casa da família Souza. Foi quando mais do que nunca a amizade se fortaleceu. Venâncio começou a ser considerado um membro da família, vendo todas as filhas de Esmerada crescerem, casar ter filhos, frequentando festas, jantares, aniversários e casamentos dos amigos e da própria família.

“Tenho ele como um irmão e não amigo, ele estava com todos nós em momentos bons e ruins também, nunca mediu esforços para nos ajudar. Meus netos que cresceram com ele, então o consideram como avô mesmo”, contou Souza.

Hoje essa amizade já dura 35 anos, com a mesma intensidade e cumplicidade de quando começou. Venâncio ainda faz suas refeições diariamente na casa de Esmeralda, mesmo morando em casas separadas. Mas as visitas também passam a ter outro sentido para os amigos, por ter uma convivência com os membros da família por muito tempo, Venâncio acabou vendo o nascimento e crescimento de todos os netos de Esmeralda, por isso é considerados por eles como um avô com uma ligação muito especial, a ligação do coração.
“Sou muito grato por ter sido tão bem recebido por essa família, só de pensar que eu era sozinho e agora tenho literalmente uma família”, diz Ricci.

E a amizade é isso, ser o familiar que não esta lá, o pedacinho do coração que falta para a outra pessoa ser feliz, perceber a necessidade do outro mesmo a quilômetros de distancia, poder corrigir algumas atitudes erradas quando for necessário, encher seu companheiro de palavras ou apenas dar seu ombro para o mesmo encostar, mas não medir esforços para ver a felicidade de quem também te quer bem. Colaborou: Thais Lobato

 

Da REPORTAGEM

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