Alzheimer representa um problema para o futuro

É preciso cuidado para ter um envelhecimento saudável. (FOTO GUILHERME BATISTA)

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) aponta que, com o envelhecimento da população, o diagnóstico de doença de Alzheimer tende a crescer 278% até 2050. De acordo com estimativa da Alzheimer’s Disease International (ADI), a demência afeta mais de 47 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, estima-se que, anualmente, 55 mil novos casos de Alzheimer são diagnosticados.

Nesta sexta-feira (21), é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Alzheimer. De acordo com Leila Spessoto, gerente da casa de repouso Doce Lar, falar da doença é uma ação relevante. “É importante divulgar, porque nem a família brasileira, nem os profissionais da saúde estão preparados para lidar com a doença. Existem instituições que acolhem os doentes, porém os profissionais não estão capacitados para oferecer os cuidados necessários”, comenta.

Leila lembrou que o Alzheimer depende de um diagnóstico clínico, ou seja, de uma análise de um médico geriatra ou neurologista para avaliar a capacidade da pessoa. Apesar disso, alguns sintomas podem alertar sobre a necessidade de procurar um especialista. “O idoso com a doença fica bem ansioso, horas depressivo, começa a se esquecer de coisas pequenas. O esquecimento fica cada vez mais frequente, com a perda da noção do tempo, a referência da família e até da própria identidade”, alerta.

A doença não tem cura, mas medicações ajudam a estabilizá-la. O Alzheimer, geralmente, acomete pessoas com mais de 70 anos, porém existem casos em que ela aparecer mais precoce. “Não tem uma idade, mas, convivendo, eu conheço muitas pessoas jovens que adoeceram. Aqui tem um idoso com 61 anos que desenvolveu a doença aos 47. Por isso, é importante falar da doença”, diz gerente da casa de repouso. Conteúdo especial: Leandro BRITO

 

Da REPORTAGEM 

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