Alzheimer: realidade que não pode ficar no esquecimento

O dia 21 de setembro é considerado o Dia Mundial da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer. A prevalência do mal de Alzheimer em pessoas acima dos 65 anos até o final da vida é de 7,1%. Dos 65 aos 75 anos, é de apenas 1%, acima dos 85 anos, é de 25%. Em cada quatro pessoas, uma deverá ter a doença.

De acordo com o neurologista e cooperado da Unimed Catanduva, Dr. Emílio Herrera Júnior, a doença não tem cura, mas pode ter sua evolução retardada ou até mesmo ser prevenida. O especialista orienta como prevenir, reconhecer e tratar a doença que afeta principalmente a população idosa. “O Alzheimer é um processo crônico e degenerativo do sistema nervoso. Normalmente, os primeiros sinais começam com a redução da memória, depois orientação atemporal e espacial, em que a pessoa começa a se perder em lugares conhecidos e a desconhecer as pessoas até então conhecidas”, explicou.

A doença é classificada por fases. “Na fase leve ocorre um declínio de memória sem interferir nas atividades da vida diária, que chamamos de AVD. Perda de memória recente. Na fase moderada, o paciente começa a ter dificuldade de realizar suas atividades cotidianas, já no estágio grave, o paciente torna-se dependente de tudo, inclusive até para realizar suas necessidades fisiológicas”, detalhou o neurologista.

Dr. Emílio destacou que a evolução da doença, que é progressiva, pode ocorrer no período de cinco a dez anos. “O quadro pode piorar progressivamente, mas é possível retardar esta evolução. Parar a doença não é possível. O que pode ser feito é trabalhar com a reabilitação do paciente, retardar a evolução da doença com treinos cognitivos que estimulem a área afetada do cérebro, com práticas de atividade física, e atividades intelectual. Por ela ser multifatorial ainda não há medicação que possa curar o Alzheimer”, explicou.

Nas clínicas já existem a reabilitação cognitiva com estimulação magnética transcraniana, onde é estimulado as áreas mais comprometidas do cérebro fazendo com que elas funcionem melhor.

Como lidar?

O mal de Alzheimer também afeta os familiares e as pessoas próximas ao paciente. É preciso compreender, aceitar e saber lidar com as limitações do familiar, conforme explicou a neurologista e cooperada da Unimed Catanduva, Dra. Eliana Melhado. “É natural alguns pacientes apresentarem teimosia e contar histórias de forma repetitiva. O familiar precisa aceitar e ter a delicadeza para não contrariar o paciente, evitando-se um desgaste emocional. O cuidador e a família precisam estimular o paciente, principalmente aquele que se apresente apático. Estimular os exercícios físicos e mentais e, dividir as tarefas”, apontou.

Previna-se!

Para manter uma boa reserva cognitiva – reserva formada pelas atividades diárias e que contribuem com uma boa memória; pratique atividade física, atividade intelectual, e desfrute dos prazeres da vida, viva bem, e se preocupe menos.

Você sabia?

Dados do último relatório da Organização Mundial da Saúde, realizado em conjunto com a Alzheimer’s Disease International, estima-se que 35,5 milhões de pessoas no mundo tenham a doença, e em 2030 esse número pode chegar a 65,7 milhões.

Da REDAÇÃO

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