Alunos desenvolvem aplicativo que pode ajudar hemocentros

Seis alunos da Etec Philadelpho Gouvêa Netto de Rio Preto desenvolveram o aplicativo “Doa-se”, que visa proporcionar maior acessibilidade e visibilidade para doações de sangue. Os alunos são Davi Massaru Teixeira, Gabrielle Stevanelli, Jhulia Braga, João Antonio Braga, João Victor Garcia e Luis Henrique Silva.

O aplicativo foi desenvolvido para participar do programa StartUp in School, realizado pelo Google, em parceria com a consultoria Idéias de Futuro e o Centro Paula Souza. O projeto foi o campeão.

As Relações Institucionais da Etec, Cintia Alves Sanches, explica como o aplicativo foi selecionado. “Em todo estado são mais de 200 Etecs. O Google selecionou algumas escolas para participar do projeto. Para ser escolhida, tinha que mandar um vídeo dizendo por que a escola queria participar, com alunos e professores. Fomos selecionados, junto a oito Etecs. O projeto aconteceu em dois sábados. O pessoal da Google veio de São Paulo até aqui justamente para ensinar os alunos a desenvolverem os aplicativos. Após uma votação, o aplicativo “Doa-se” foi selecionado para ir à final da competição, onde foram os campeões”, afirma.

O estudante de 17 anos, Davi Massaru Teixeira foi o responsável pela idéia do aplicativo. “Como sou escoteiro, ganhamos várias mensagens de doação, como de sangue, medula ou alguma doação específica, então acabei pensando em desenvolver esse aplicativo. Pensamos na doação de sangue porque também perdemos um escoteiro sofreu um acidente e morreu por falta de doação,” explica.

Gabrielle Stevanelli, de 17 anos, conta que apesar de serem alunos de informática, tiverem dificuldades para mexer na plataforma “Como somos de informática, temos uma aula onde aprendemos a criar e desenvolver aplicativos, mas a plataforma usada pela Google era bem diferente do que estamos acostumados, então tivemos que aprender a mexer nessa plataforma nova. Confesso que ela é pouco complicada, a programação também é diferente, mas foi uma coisa super legal, aprendemos coisas novas”.

Quando foram consagrados campeões, os alunos quase não acreditaram “Ficamos bem surpresos. Chegou até ser engraçado, quando fomos chamados, ficamos sem reação, olhamos um para o outro sem acreditar”, explica Gabrielle.

O coordenador do curso de informática se sente realizado “Foi muito gratificante ver essa conquista, ficamos muito felizes de ver nossos alunos participando de uma competição de alto nível.”

Por se tratar de um StartUp, os alunos têm o objetivo de expandir o aplicativo e ajudar os hemocentros “Queremos conhecer os hemocentros, os sistemas que eles usam ver o que podemos melhorar. Queremos desenvolver cada vez mais o aplicativo. Objetivo do principal é auxiliar os hemocentros a melhorar o controle de estoque de sangue e dar suporte técnico a plataforma. A missão é contatar de forma mais rápida, fácil e ágil o doador.
(Colaborou: Leo BIGOTTO CARON)

 

Da REPORTAGEM

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