Alunos da Escola Municipal Roberto Jorge realizam um bate lata em ação contra a dengue

Foto Claudio Lahos

Na ação, os alunos distribuíram panfletos, usaram instrumentos e apitos para chamar a atenção da população Em seu quarto ano, o projeto da Escola Municipal Roberto Jorge contou com 136 crianças, além de professores e monitoramento da Guarda Civil Municipal e chamou a atenção de todo o bairro na tarde desta segunda-feira (25) para um assunto importante: o combate ao Aedes aegypti.

E as ações não param por aí: a coordenadora da escola, Maria Cristina Sossio, contou
que mais projetos serão colocados em ação. Como “O dia da coleta”, que será na próxima segunda-feira (4). Nesta ação, as crianças deverão recolher latas ou pets de locais próximos da escola. Além disso, a escola também desenvolveu hoje o Mosquitérico, o objeto que é transformado de garrafa pet para uma armadilha contra o mosquito. “Além das crianças participarem, nós podemos ver os resultados no bairro, pois apesar dos grandes números da doença na cidade, no bairro nós temos poucos casos”, conta a coordenadora.

O calendário da Secretaria de Educação exige que todas as escolas tenham atividades
contra o Aedes aegypti durante o mês de março e novembro, mas devido ao crescimento de casos da doença na cidade, a escola Roberto Jorge resolveu adiantar suas ações.

Da atividade de hoje participaram 136 crianças de seis a nove anos e cinco crianças do 9° ano para auxiliar os pedagogos na ação. Uma dessas crianças é Marina da Costa. Com apenas 13 anos, a menina se diz muito feliz de poder ajudar na conscientização da
população em um assunto sério e que pode trazer grandes consequências. “É muito legal
poder falar para mais pessoas o que nós aprendemos aqui, que a dengue é muito perigosa
e pode deixar algumas sequelas ou até matar a pessoa.

Hoje fui uma das meninas que tocaram os instrumentos, me sinto importante fazendo parte de tudo isso”, disse Costa. E os resultados vêm sendo crescentes e notáveis entre
crianças e pais. Kelly Martins, diretora da escola, relata que o envolvimento dos alunos
vem sendo maior que o esperado.

A constatação dos resultados veio a partir de uma avaliação constitucional feita pela escola, na qual apontou que de cada cinco crianças, três começaram a praticar as atividades de prevenção em casa após as ações. A diretora também alerta aos pais sobre a importância
de ouvir e praticar os conselhos dos pequenos. “Eu já tive o prazer de ver alunos contando
para a mãe o que aprendeu na escola, ou seja, estamos transbordando conscientização.

Crianças observam além do que imaginamos, então se eles aprenderem na escola o
correto e não verem os pais praticando, pode causar uma confusão na mente deles”,
completa Martins. Colaborou: Thais Lobato

 

Da REPORTAGEM

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