Adotar um pet é ato de amor que requer cuidados especiais

Foto: Isabela Martins

Adotar um animalzinho não é uma tarefa tão simples, exige muita responsabilidade. É preciso ficar atento aos cuidados especiais que precisam em seus primeiros dias de vida e também muito amor para aqueles que já são maiores e aguardam por um lar.

Tanto os gatos como os cachorros necessitam de muita atenção e carinho. Pós-graduada em Medicina Felina, a médica veterinária Mayara Toffolo Carter trabalha há cinco anos na área e explica sobre os cuidados com os gatos filhotes e adultos:

Foto: Arquivo pessoal Diandra Marqui.

“Ao adotar um gatinho, o primeiro cuidado que devemos ter é o planejamento. O paciente vai demandar cuidados em casa, espaço, disponibilidade de tempo e alimentação de boa qualidade. Além disso, é necessário ter o planejamento financeiro, já que vai requerer consulta veterinária periódica, vermifugação, vacinação e castração. Devemos também avaliar o comportamento do gatinho ao adotar e ver se ele se encaixa com o perfil da nova família. A avaliação veterinária logo após adoção é imprescindível para um paciente saudável”, salienta.

A especialista explica que logo após a adoção, o gatinho passará por uma mudança que pode levar ao estresse, já que sairá da ‘rotina’ que estava acostumado. O ideal nesse primeiro momento é reservar um cômodo da casa onde o gatinho possa ficar tranquilo e com acesso a todas os recursos (comida, água e caixinha de areia).

“O que precisamos para nova adaptação é tempo e paciência. Nesse momento, brincadeira, brinquedos com erva de gato, petisco e sachês ajudarão muito na interação tutor-animal”, acrescenta.

Existem também pessoas que adotam animais já grandinhos por isso Mayara fala sobre a diferença entre adotar um gato filhote e um adulto.

“A maior diferença está no perfil da família que irá realizar a adoção. Gatos filhotes demandam mais energia, são mais ativos e sua personalidade ainda está em formação. Gatos adultos costumam ser mais tranquilos, têm sua personalidade já formada, e quando resgatados e ficam em abrigos costumam ser muito carinhosos’, ressalta.

Mayara complementa que “não podemos deixar passar o caso de pessoas que adotam animais na fase idosa, seja por terem sido abandonados ou por algum outro motivo. Por isso é preciso de uma atenção especial, pois esse gatinho precisa se sentir amado novamente”.

Para a veterinária, adotar um animal idoso é a maior demonstração de amor que pode ser oferecida.

“Devemos ter consciência que aquele animal passou por um trauma, foi tirado daquela rotina que vivia há anos, então deve-se ter paciência para adaptação. Com amor, carinho e dedicação, tenho certeza que ele irá corresponder às expectativas e irá se sentir amado novamente”, frisa.

E salienta que sobre a vacinação o protocolo de vacinação é sempre individual. “Apenas um médico veterinário, após avaliação do paciente, pode dizer quais vacinas são necessárias para aquele animal. A vacinação depende da idade, do estilo de vida, da saúde e até da localização de onde aquele paciente vive. Todos os animais devem ser vacinados, mas o protocolo só pode ser prescrito após avaliação veterinária”, informa.

“Ao ter um animal de estimação, precisamos levar em conta o seu bem-estar. Isso quer dizer, sua saúde física e emocional. Devemos ter uma rotina de brincadeiras e exercícios diária, alimentação de boa qualidade e acompanhamento veterinário. A interação tutor-animal é muito importante para sua qualidade de vida”, destaca.

Já a médica veterinária Mariana Dias Fraga, que atende em uma clínica veterinária na cidade de Olímpia, ressalta sobre os cuidados que se deve ter ao adotar um cachorro.

“Em um primeiro momento, o essencial é levá-lo ao seu veterinário para fazer um check up e começar um protocolo de vacinas. As vacinas primordiais são as de viroses e a de raiva. O protocolo vai depender da idade do animal e se tiver tudo bem com ele”, pondera.

Mariana diz que a diferença entre adotar um cachorro adulto e um filhote é que o adulto já pode vir com algum trauma que tenha sofrido e isso pode refletir em seu comportamento. Para se sentir confortável e pegar confiança, é como se fosse um cachorro filhote, dar carinho e amor.

“Independente de qualquer coisa o melhor remédio sempre será o amor, atenção e carinho. É preciso dar muita atenção e fazer com que ele se sinta confortável em sua nova rotina”, justifica.

Diandra Marqui, moradora de Olímpia, adotou três gatinhos.

“Sempre tive gato quando morava com a minha mãe. Precisei fazer quimioterapia e quando estava terminando adotei uma cachorrinha só que eu não podia ter muito contato. Por conta da imunidade baixa. Aí apareceu a primeira gatinha, ela tinha sido abandonada junto com os irmãozinhos no trabalho da minha irmã, que me perguntou se eu queria e mesmo assim adotei. O segundo também peguei em adoção, fiquei com dois filhotes em casa, e quando fui comprar um remédio pra eles no local tinha uma gatinha e também resolvi adotar. Fiquei com os gatinhos e o cachorro filhote”, recorda.

E finaliza que “são os amorezinhos da minha vida. Pra mim são que nem filhos, dormem comigo, eles não saem de casa, aumentamos o muro, fechamos todo o lugar que caso um dia eles pudessem pensar em pular e ir pra rua. Planejamos tudo, por medo também de acontecer alguma coisa com eles. Tenho um amor gigante por eles. Atualmente, estão todos grandes”.

 Por Isabela MARTINS

 

 

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