Adestramento é uma solução viável para ensinar cachorros teimosos

Foto_Claudio Lahos

Para os apaixonados por cães, não existe coisa melhor do que ter um animal de estimação. Quando o cachorro é pequeno, tudo é motivo de admiração e, em alguns casos, até os pequenos erros.  Com o tempo, o comportamento desviante vira um problema. É um xixi ou um cocô no lugar errado, latidos em momentos inconvenientes ou, até mesmo, agressividade. Para tudo isso, acreditem, há uma solução: o adestramento.

O adestrador Duda tem uma chácara na zona rural de Engenheiro Schmitt e trabalha há mais de 20 anos ensinando cães. Ele comenta que a resolução dos problemas do dia a dia é um dos serviços mais procurando quando o assunto é o adestramento. “Por exemplo, um cachorro que fica pulando, um cachorro que fica abocanhando, aquele cachorro que não sabe se comportar na rua na hora do passeio, necessidades em um local correto, uma procura que é muito grande também é a correção de latido”, destaca.

Alguns cães parecem que não ter solução. No entanto, Duda comenta que qualquer cachorro pode aprender e ser ensinado, independentemente de raça ou idade. “Para nós, existe solução para tudo, prova disso é um Rottweiler que adestrei e chegou a ganhar prêmio de maior obediência do Estado e ficou em segundo lugar na categoria de proteção. O cão era muito agressivo e os donos não sabiam mais o que fazer, foi quando procurou o adestramento que trouxe solução”, lembra.

Segundo Duda, a melhor forma de adestrar um cachorro é procurando um especialista na área, pois ele vai saber orientar o dono sobre a melhor maneira de ensinar o animal e ainda analisar cada caso em específico. “Cada caso é um caso. Eu recomendo procurar um especialista para estar indo à residência da pessoa e fazer uma análise e até estar vendo onde é o melhor lugar para esse cachorro estar fazendo as suas necessidades e para fazermos um trabalho específico em cima disso. É isso que eu recomendo. Melhor forma de correção”, ressalta.

O adestramento pode ser uma solução também para afastar o medo de fogos de artifícios que muitos cachorros têm. “A gente consegue assimilar o som, o barulho, o estampido com um reforço positivo. Então, uma coisa que era desagradável fica uma coisa maravilhosa para o cachorro. Fogos são melhor para estar lidando com a situação, pois nós temos eles as mãos para simular o problema. Agora, o trovão seria mais difícil”, comenta.

A técnica ambiental Rose Ferrari, de 55 anos, é de Potirendaba e procurou um especialista em adestramento por conta do Fred, o seu cachorro de estimação da raça Pitbull. Ela comenta que ele era muito agressivo e, depois de quatro anos de treinamento, teve uma mudança significativa. “Depois que ele chegou aqui no Duda, o Fred mudou da água para o vinho. Ele está totalmente diferente, é outro cachorro. O adestramento é algo que eu realmente indico, pois traz muitos resultados positivos”, destaca.

O pecuarista Felipe Oliveira, de 28 anos, tem uma cadela da raça Pastor Alemão e há um ano e meio trabalha o adestramento de Lana, sua cachorra. “Eu peguei ela desde filhote e ela tinha um comportamento de filhote, mesmo, muita energia. Então, eu achei melhor procurar alguma coisa voltada para o adestramento, que é uma paixão minha também. Quando chega aqui é uma coisa de louco, em questões de meses, você já percebe outro cachorro. Isso não é um gasto e não um investimento”, comenta.

Leandro BRITO

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