Acirp pede balanço para flexibilizar medidas no combate ao coronavírus

O presidente Paulo Sader, da Acirp (Associação Comercial e Industrial de Rio Preto), defende um balanço parcial para saber se existe a possiblidade de o prefeito Edinho Araújo (MDB) flexibilizar as medidas restritivas impostas com o objetivo de combater a propagação do coronavírus no município. O decreto, que obrigou o fechamento do comércio e de outras atividades, começou a vigor dia 23 de março.

Para tanto, Paulo Sader se reuniu com o prefeito, ontem, na Prefeitura, para debater o assunto. O decreto, que estabelece as medidas restritivas, está previsto para se estender até 15 de abril. Dependendo do resultado do estudo, Sader diz que parte das atividades poderá ser retomadas para reduzir o impacto negativo na economia do município. “A pressão sobre as atividades econômicas é muito forte”, reclama.

Dhoje Interior

 O novo encontro entre o presidente da Acirp e o prefeito Edinho ficou agendado para a próxima segunda-feira, com o objetivo de fazer uma nova avaliação do andamento das autoridades sanitárias, no combate ao coronavírus. Se os dados mostrarem um possível recuo da propagação do vírus na cidade, Sader diz que o estudo continua para que seja tomada uma decisão, numa próxima reunião, marcada para 7 de abril.  

Por ser presidente da Acirp, entidade que cuida dos interesses do comércio e da indústria estabelecidos no município, Sader revelou que a pressão é muito forte por parte dos comerciantes e industriais. “Todo mundo (empresários) está insatisfeito, como eu estou”, reclamou. Acrescentou, no entanto, que entende a posição de todos os segmentos da sociedade, pelo medo de se contaminar com o vírus.

O secretário da Saúde, Aldenis Borim, foi convocado pelo prefeito para participar da reunião com o presidente da Acirp. Borim deu detalhes a respeito das ações sanitárias que estão sendo adotadas para controlar a propagação do vírus e reduzir o número de infectados. O prefeito disse que vai continuar dialogando com a direção da Acirp e, como base no balanço, adotar novas medidas mais flexíveis ou não.  

Por Venâncio de MELLO