A precisão dos policiais do GER

 

O grupo de elite da Polícia Civil paulista atua em casos de alto risco, envolvendo reféns, explosivos e autoridades internacionais.

O Grupo Especial de Reação (GER) é altamente treinado e especializado no preparo  para atuar em negociação de reféns e proteção a autoridades internacionais e até em missões de contraterrorismo.

Criado em 1989, o GER é subordinado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) desde 2015. “Fazemos parte da Divisão de Operações Especiais do departamento, onde estamos sempre de prontidão para agir em apoio a ações operacionais e de inteligência em conjunto com outras delegacias. Também lidamos com ações momentâneas, como confrontos com quadrilhas de alto risco”, explicou Artur José Dian, coordenador da unidade.

Junto ao Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e o Grupo de Operações Especiais (GOE), o GER é capacitado para atuar em diversos tipos de situação em todo Estado de São Paulo e até fora dele.

Ações antiterrorismo, especialmente em grandes eventos, são outras missões da unidade. O GER foi um dos responsáveis pela segurança em competições como a Copa do Mundo (em 2014) e as Olimpíadas (em 2016). Operações como as incursões na região da Nova Luz também contaram com apoio do seleto grupo.

Atualmente, o GER conta com cerca de 30 agentes e investigadores, coordenados por Artur Dian. Para ingressar no grupo, é preciso ser policial civil há pelos menos cinco anos, ter alguma qualificação tática e, acima de tudo, ter disposição. “É preciso ser voluntário, pois não é um trabalho fácil. Estamos constantemente estudando e treinando. É preciso estar preparado para tudo”, contou o delegado.

O candidato ao GER passa por alguns testes físicos e de tiro. Se aprovado, o policial recebe um novo treinamento, com foco em ações táticas, manipulação de explosivos, defesa pessoal, técnicas de tiro com armamento pesado e tiro de precisão, o famoso sniper – inclusive embarcado em aeronaves (veja vídeo abaixo). Cada policial se especializa em alguma dessas áreas, porém todos sabem agir em qualquer situação.

“Devido ao peso dos equipamentos, os policiais precisam ter condicionamento adequado. Todos possuem aptidão física para os desafios mais intensos”, afirmou o coordenador. Para estar preparado a todo momento, os integrantes carregam cerca de 20 quilos de equipamentos. O grupo utiliza coletes balísticos, capacetes táticos, pistolas, submetralhadoras e fuzis – estes, especialmente para ações que envolvam uso de atiradores de precisão.

Quando não estão em missões ou competições, os policiais estão se preparando. “Treinar sempre para não errar. É a filosofia do GER”, finalizou Dian.

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