A Lei Antiterror e o silêncio do Reformismo

Waldemir Soares JÚNIOR *

A Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016, conhecida como Lei Antiterrorismo, é o que podemos chamar de legislação à la carte. O cardápio capitalista foi apresentado para o governo petista em 2006 quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2014. A fome por recursos fechou os olhos do governo Lula para os ingredientes que estariam no prato escolhido para o banquete do capital.

Em 5 de junho de 2012, é promulgada a Lei nº 12.663 – a Lei da Copa – que silencia a arquibancada e abre caminho para o futebol moderno e a exclusão da periferia dessa paixão nacional. Começava a marinar o banquete dos poderosos contra o povo.

Com os protestos de junho de 2013, os capitalistas entenderam que o fogo estava brando demais e que o prato principal precisava ir à mesa. Banqueiros, empreiteiros, governantes e cartolas começam a negociar os ingredientes com medo da juventude azedar o caldo.

Os reformistas, não menos famintos, aguardam o fim do banquete para se alimentar. Nem querem o prato principal, tampouco o restaurante. Preferem opinar sobre os ingredientes sem interferir no resultado.

A liberdade de opinar e não morrer de fome é suficiente, afinal o banquete é farto. A Lei Antiterror é o prato principal do banquete capitalista. Com tempero negociado na medida certa, a refeição pode começar.

*Advogado com experiência e atuação em Direito Agrário, Ambiental e Penal

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