A falta que a sombra arbórea faz

Com a ampliação de dois metros de largura em cada lado, precisaram ser retiradas 53 árvores nativas e outras 25 exóticas

Com a finalização das obras de alargamento das avenidas do bairro São Deocleciano, o trânsito (antiga reclamação dos moradores), melhorou consideravelmente. Porém para realização dessas obras, outro desconforto foi gerado. Com a retirada de 78 árvores que havia por toda a extensão do canteiro central da via, agora moradores e comerciantes das proximidades reclamam pela falta de sombra e o desconforto do calor, gerado pelo sol forte, principalmente no período da tarde.

O crescimento urbano da região leste da cidade teve como consequência grande fluxo de veículos e congestionamentos das vias, principalmente em horários de pico, sendo necessária a obra de alargamento. Com a ampliação de dois metros de largura em cada lado, precisaram ser retiradas 53 árvores nativas e outras 25 exóticas.

Nesta semana o plantio de grama dos canteiros foi finalizado, mas como ainda não foi fixado um prazo para quando se inicie o replantio das árvores, moradores já começaram por conta própria a replantar mudas pela avenida. Como a área é de servidão da concessionária CPFL e abrigam linhões de energia, o plantio deve ser feito com cautela, devido aos fios de alta tensão. No momento a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo aguarda definições da Secretaria de Obras e CPFL para realizar o plantio, além do local e quais espécies serão utilizadas.

O comerciante Daniel Vitor da Costa comentou que a árvore mais nova que havia pela avenida tinha 15 anos, sendo que a mais antiga estava com 34 anos. Ele é proprietário de uma oficina de motos e reclama que as árvores estão fazendo muita falta. “Quando a grama pegar, eu vou cavar e plantar mais umas seis ou sete árvores. Vou a Prefeitura ver qual tipo de árvore que não cresce muito e faz sombra, por que no horário da tarde fica esse sol e calor que não tem quem aguente”, disse.

O sol forte e a temperatura elevada, típica de Rio Preto, aliado a falta da sombra das árvores que havia em frente ao estabelecimento, fizeram com que Joselis Cristiana da Costa, dona de uma loja de bolos, tivesse um gasto extra na compra de um climatizador maior para manter a temperatura mais agradável pelo estabelecimento. “Agora temos que ter mais cuidados com os alimentos que a gente comercializa, porque o sol bate direto na loja. Todos os clientes reclamam, mas a gente não pode plantar porque a prefeitura não libera por conta dos fios”, afirmou.

A Prefeitura informou que a cada árvore nativa suprimida serão doadas pela empresa executora da obra, a Água Santa Ltda, 25 mudas de árvores ao Viveiro Municipal para plantio e arborização em áreas diversas do município. Só neste projeto, 1.325 árvores serão doadas pela empresa ao Viveiro Municipal. Desse total, 100 árvores vão ser plantadas pela própria executora da obra, na mesma área, em substituição às retiradas. Já as demais mudas entregues ao Viveiro Municipal serão plantadas ao longo do ano em projetos de arborização urbana em praças, parques, canteiros e outras áreas públicas carentes de vegetação.

 

Por Priscila CARVALHO

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