7ª Edição: Mulher Valorizada, Comerciaria Fortalecida

Mais de 2 mil mulheres comerciarias de todo o Estado estiveram presentes em Avaré para participarem da 7ª edição do Mulher Valorizada, Comerciaria Fortalecida evento organizado pela Fecomerciários (Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo Márcia Caldas, presidente do Sincomerciários Rio Preto, o evento teve a participação de quase todos os sindicatos de comerciários do Estado, apenas dois não mandaram delegação – a novidade é que a atividade em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (08 de Março) aconteceu em um único dia (21) – no período da manhã as comerciarias puderam desfrutar de todos os espaços do centro de lazer da Fecomerciários em Avaré – já no período da tarde ocorre o momento da reflexão politica.

Temas como os impactos das Reformas da Previdência e Trabalhista na vida da mulher trabalhadora foram destacados por aqueles que usaram a palavra.

Participaram também da atividade Maria Bernardete Lira, diretora de Políticas para Mulheres da CNTC e Regina Passoti, secretaria da Mulher da UGT, além claro do presidente da Federação, Luiz Carlos Motta.

“Outro tema que colocamos como importantíssimo para as mulheres comerciarias presentes é a necessidade de fortalecer os sindicatos – e para que isso aconteça elas tem que se sindicalizar”, salientou Márcia.

Ao termino foi aprovada um direcionamento a ser seguindo pelo movimento sindical segue abaixo o texto aprovado:

Texto aprovado no evento em Araré pelas mais de 2 mil comerciarias:

1) Exigir a imediata retirada, no Congresso Nacional da PEC 287, que trata da Reforma da Previdência. Esta reforma lesa, principalmente, as mulheres que, assim como os homens teriam de se aposentar aos 65 anos de idade e contribuir por 49 anos seguidos para obter aposentadoria integral.

2) Do mesmo modo, as comerciárias paulistas repudiam o Projeto de Lei 6787/16 que impõe uma Reforma Trabalhista, que retira direitos e condiciona as mulheres a trabalhos ainda mais desiguais, como hoje já se constata em nossa sociedade. Somos pela manutenção da Consolidação das Leis do Trabalho.

3) Como já estamos fazendo em Brasília, nas ruas e nas bases eleitorais dos deputados federais e senadores, na luta contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, o sindicalismo comerciário paulista é contra o Projeto de Lei 4302/16, que defende a ampliação irrestrita da terceirização da mão de obra. Estas três maldades têm de ser intensamente massificadas pelos Departamentos de Imprensa e de Comunicação dos Sindicatos Filiados.

4) Defender que o Brasil assine, com urgência, a Convenção 186 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pela igualdade de gêneros, para que o País promova com mais agilidade o fim das diferenças entre homens e mulheres.

5) A Fecomerciários e seus 70 Sindicatos Filiados reiteram pleno repúdio às diferenças salariais que perduram entre mulheres e homens que desempenham as mesmas funções e a mesma jornada. É preciso ter reconhecimento e valorização ao trabalho das comerciárias.

6) Toda e qualquer forma de violência física e psicológica, além das discriminações feitas contra as mulheres, têm forte repulsa das comerciárias. Queremos respeito!

7) Não aos assédios sexual e moral.

8) Atuar de forma unitária para que as comerciárias conquistem, cada vez mais, espaços no campo político. Temos muito a colaborar com a política brasileira, por meio do movimento político da Federação chamado “Corrente Comerciária”. A participação feminina enquanto liderança sindical também deve ser motivada.

9) Lutar para que o Brasil retome o crescimento econômico com emprego, direitos e salários, mas adotando medidas de incentivo à produção industrial e ao reaquecimento do comércio, e não às custas de retrocessos nas relações trabalhistas.

10) Incentivar a sindicalização das comerciárias em toda a base territorial da Federação com campanhas que tragam as trabalhadoras para dentro do Sindicato e, assim, fortalecer nossos enfrentamentos junto às ofensivas do governo que quer acabar com os direitos trabalhistas e previdenciários e aniquilar o sindicalismo brasileiro.

Avaré, 21 de março de 2017

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