Rebelião em Lucélia completa 20 horas e defensores públicos são liberados

REPRODUÇÃO/ARQUIVO PESSOAL - 26/04/2018: Motim começou durante a tarde na penitenciária durante o banho de sol dos presos, unidade abriga 380 presos acima da capacidade para 1.440. Três de cinco defensores da OAB ficaram em poder dos detentos e foram liberados dura a tarde desta quarta-feira, negociações estão acontecendo.

Uma rebelião de presos na Penitenciária de Lucélia-SP a 222 km de Rio Preto na zona Oeste do Estado já passa de 20 horas, três advogados mantidos em poder dos detentos que atuam pela Defensoria Pública estavam mantidos como reféns na unidade a estrada vicinal Paschoal Milton Lentini, km 12, eles foram liberados na tarde desta quarta-feira (27). O motim começou por volta das 14h desta terça (26) durante o banho de sol na penitenciária que abriga 380 sentenciados acima da capacidade para 1.440 homens, segundo dados da administração penitenciária 1.820 presos vivem no local.

Conforme informou assessoria da Secretária de Administração Penitenciária (SAP) cinco defensores chegaram na prisão por volta das 9h da manhã, quando cinco horas mais tarde entraram nos pavilhões três e quatro cerca de vinte minutos depois os juristas Thiago de Luna Cury, Leonardo Biagioni e Fernando Moris foram rendidos. As negociações duraram toda a madrugada policiais da Tropa de Choque, Corpo de Bombeiros e o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) tentam controlar a crise.

“Houve um acordo com os preso e eles agora querem a entrada do GIR dentro da unidade”. Disse o tesoureiro do Sindicato dos Funcionários do Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo (SIFUSPESP), Gilberto Antônio da Silva, 25 internos tiveram ferimentos leves e estão sendo atendidos dentro de uma base móvel que foi montada estrategicamente já que a unidade possui ala de enfermaria e foi danificada durante a revolta.

A reportagem do DHOJE entrou em contato com sede regional da associação que defende a categoria dos agentes penitenciários em Presidente Prudente, informou as negociações caminham para o final e que desconhece o motivo do conflito, já que a unidade passou por reformas e automatização do estabelecimento há pelo menos um ano.

ASSISTA:

 

A SAP disse que orientou os defensores que não seria conveniente, por questão de segurança, entrar naquele momento nos pavilhões habitacionais pois os detentos estavam soltos no horário do banho de sol. Os funcionários da casa de custódia tiveram que ficar do lado fora. Portas de separação entre os presos de outro galpão foram quebras e outros internos também foram libertados. Até o fechamento desta notícia a direção da cadeia se reuniu com o coordenador de outras unidades e seguem em negociação com os detentos.

Familiares estão se movimentando de variadas regiões do Estado até a penitenciária em busca de informações, afirmam que causa da rebelião é por melhores condições da alimentação recebida e o fim da violência pela administração da cadeia, reclamam que há dias não chega água ao presos, eles tomaram o pátio, a enfermaria e atearam fogo em colchões. Em outra galeria anexa ao presídio onde funciona o regime de progressão penitenciária que tem capacidade 110 atualmente segue operando com 116 reclusos.

NOTA

O Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp-SP) encaminhou diretores para acompanharem de perto a rebelião assim que tomou conhecimento da rebelião, imediatamente foram deslocados para a unidade o Diretor de Regionais, Gilmar Pereira, o Diretor Administrativo Ismael Manoel, e o Diretor da Sede Regional de Lucélia, Celso Antoniel.

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DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, atualizado às 15h02.

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