Jovem com Tetraparesia realiza o sonho de ser Bombeiro no Lucy Montoro

GUILHERME-BATISTA/DHOJE - 22/02/18: Alegria nítida na face da mãe e de Luiz cativou a todos inclusive aqueles que arriscam a própria vida para salvar a do outro.

Com um sorriso acanhando no rosto e o sonho de ser bombeiro. A história que o DHOJE foi convidado a contar nesta manhã de quinta-feira (22) é de um jovem, Luiz Figueiredo Neto de 22 anos, vai além do que simplesmente emocionar. Faz qualquer um enxergar o valor que a vida tem, as pessoas e tudo ao nosso redor.

Do outro lado das paredes brancas onde fica a sala de exercícios fisioterapêuticos do Centro de Reabilitação que pertence a Rede Lucy Montoro, unidade que faz parte do complexo Hospital de Base de Rio Preto. Rapaz contou ao profissional de saúde que o atendia que tinha um sonho de ser soldado do Corpo de Bombeiros e então o fisioterapeuta da unidade pediu a corporação que fizesse uma visita.

Um grupo aqui da cidade na missão sempre de fazer o bem, atenderam a um chamado diferente o desejo que também é a extensão da equipe responsável pelo tratamento de Luiz, que segue na luta contra uma alteração física de ordem degenerativa completa ou em muitos casos parcial do corpo humano.

Ele viaja de Guaíra-SP a 134 km de Rio Preto, região de Barretos, até aqui uma vez a cada semana e na maioria das vezes o transporte é de ambulância oferecido pela Prefeitura ou de carro particular, durante três meses, quem o acompanha em todas as sessões de fisioterapia é a mãe dele a escriturária, Simone Vieira da Silva, 44 anos.

“Ele falava assim, mãe meu sonho era ser Bombeiro, foi muito emocionante mesmo, tenho que agradecer a eles, ao Instituto Lucy por estar proporcionando esse momento mágico para ele”. Conta a mãe que não segurou as lágrimas, ela também não sabia da surpresa ao ver os soldados entrando na sala da unidade.

SONHO REAL

A mobilização dentro e fora da instituição chamou atenção de funcionários e pacientes que estavam ao local, Luiz Neto provou que tem coragem para ser um deles, colocou o macacão preto anti-chamas e na área externa do prédio teve a oportunidade por alguns minutos de apagar o que seria um incêndio, detalhe, com direito a jatos d’ água que molharam as calças do assessor de imprensa que estava por ali presente.

“Para nós é extremamente gratificante isso, ficamos muito contentes dessa imagem positiva que temos de pessoas sonharem, assim como o Luiz é o melhor reconhecimento que a gente pode ter, agora não tem nenhum incêndio na cidade, fica tranquilo”. Ressaltou o primeiro tenente Roberto Costa Bonfatti.

Por causa da enfermidade o desejo do jovem em ajudar outras pessoas fica um pouco distante de ser concretizado. “A gente tem esse amor pelo paciente então é recompensante isso, na realidade o que a gente vem tentando com ele é manter a musculatura, força adequada, que ele consiga manter o mínimo de função, que ele [Luiz] tem, no caso um paciente jovem até aceitação é um pouco melhor em relação a isso”. Explica o fisioterapeuta Luiz Tadeu Junior do Centro de Reabilitação.

Apaixonado por carros e torcedor do São Paulo foi diagnosticado com Tetraparesia, uma deficiência física que compromete os movimentos do pescoço para baixo, “foi legal, gostei muito”. Comentou Luiz Neto.

OUÇA A UMA PARTE DA VISITA:

Esta lição de vida que vem do nordeste paulista capaz de tocar o ser humano que em muitas situações não reconhece o quanto é importante crer na magia de seus próprios sonhos, a importância dele quando se torna real. Nosso jovem Bombeiro confiou e sentiu o que é ser um Bombeiro de verdade.

Alegria nítida na face da mãe e de Luiz cativou a todos inclusive aqueles que arriscam a própria vida para salvar a do outro com a certeza da profissão que escolheram. Manhã de quinta-feira que será eternizada, um prêmio a quem tem vontade de viver. Sonho não é uma coisa que fica só no travesseiro

Como já dizia o pai do rock brasileiro ‘Sonho que se sonha só; é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade’. (Raul Seixas).

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DA REPORTAGEM:

Colaboração: Guilherme Ramos, às 20h42.

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