40% rejeitam agentes de saúde e Aedes leva 838 para Centro de Hidratação

Foto: Claudio Lahos

Apesar da epidemia de dengue fazer novas vítimas a cada dia, quatro em cada dez rio-pretenses ainda recusam a entrada de agentes de saúde em suas casas. O percentual alto se mantém, mesmo com ações de conscientização feitas pela prefeitura e entidades parceiras.

Enquanto moradores impedem que criadouros do Aedes aegypti, que também transmite a zika e chikungunya, sejam eliminados, o clima típico de verão (quente e chuvoso) favorece a proliferação do mosquito.

Inaugurado no dia 18 de fevereiro, o Centro de Hidratação registrava até o fechamento desta matéria 838 atendimentos. Com atendimento exclusivo para pacientes encaminhados por UBSs, a unidade tem 50 leitos e funciona diariamente no Jardim Marajó, 24 horas. Nos casos de dengue de maior gravidade, o direcionamento é feito aos hospitais.

A expectativa da Secretaria de Saúde é que esse serviço específico dure aproximadamente três meses, durante o ‘pico’ da epidemia. Há possibilidade de que um segundo núcleo de assistência seja instalado na Região Central/Sul, se a demanda superar a capacidade do primeiro Centro.

FUMACÊ

Para reduzir o impacto no trabalho preventivo causado pela resistência da população, a Vigilância Ambiental iniciou, nesta terça-feira, a oitava etapa do processo de nebulização veicular, conhecido como ‘fumacê’. A ação será realizada por três dias consecutivos, das 18h às 22h. Devem ser nebulizados nessa fase os bairros Bosque Felicidade, Parque Jaguaré, Jardim Urupês, Jardim Seion, Vila Elmaz e João Paulo II.

NOVO BOLETIM

Um novo boletim epidemiológico deve ser divulgado nesta semana pela Saúde. No dia 8 deste mês foram atualizados os números da doença na cidade, com a confirmação de mais 347 casos, totalizando 6.530 notificações, o que corresponde, respectivamente, a 14% e 28% de aumento em relação ao levantamento anterior.

Pela última divulgação, o município tem 2.834 casos confirmados da doença. Outros 933 foram descartados e 2.763 continuam sendo investigados. Até o momento, foram confirmadas cinco mortes, sendo uma em dezembro do ano passado e as demais em 2019.

MUTIRÕES

Sábado, foi realizado o terceiro mutirão antidengue nos bairros Santo Antônio, Jardim Gabriela, Estoril, Solo Sagrado, Parque Industrial, Anchieta, São Francisco, Vila Elvira, Centro e Maria Lúcia, com a mobilização de 230 agentes.

O balanço deve ser divulgado nas próximas horas. De acordo com a Secretaria de Saúde, no primeiro arrastão, em 16 fevereiro, foram 3,1 mil casas visitadas e no segundo, dia 23 do mês passado, 8 mil residências.

Daniele JAMMAL

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