190 : Só ligue em casos de emergência

De acordo com dados do centro de operações da polícia militar, o Copom – CPI-5 – de Rio Preto superou em 72% os números de ligações recebidas pelo 190 nos anos de 2015 e 2014. Foram 1,247.383 ligações recebidas em 2016, contra 906,920 em 2014. Uma média de 3.465 ligações por dia. Em 2015 os registros foram de 1.234.866 chamadas.
De acordo com o capitão Rafael Henrique Helena, estes números correspondem a 96 municípios da região do CPI-5, que abrange a região de Rio Preto, Catanduva e Fernandópolis.

“Em 2016 tivemos todas as nossas 96 cidades roteadas e centralizadas as ligações aqui no Copom de Rio Preto, enquanto em 2014 faltavam algumas regiões ali da cidade de Fernandópolis. Depois disso registramos um aumento significativo nas ligações e mostram o trabalho da polícia que começa através do 190. Quem aciona a polícia passou por algum constrangimento e precisa de ajuda”, destaca o capitão.

Ainda segundo o capitão, a qualificação dos funcionários faz parte da rotina de qualificação e estratégias no atendimento aos usuários. Todos os atendentes participam de palestras sobre os tipos de casos atendidos pelo serviço regularmente. O 190 conta hoje com uma equipe que recebe cerca de 3.430 ligações por dia, que geram em média 627 ocorrências dia. “Aqui cada atendente tem um “faro” para chegar e direcionar as viaturas para os chamados. Por mais que as perguntas possam irritar o cidadão que procura ajuda, é através destas respostas que conseguimos ajudar na solução de crimes. O mais importante é descrever a cidade, características do fato, tudo para garantir o sucesso do atendimento”.

O serviço de 190 está trabalhando também para diminuir o número de trotes, que correspondem a 5% das solicitações de emergências. Um caso recente em rio preto, a tentativa de assalto a dois carros fortes na cidade trouxe tumulto e informações desencontradas. O capitão destaca a importância de chegar as informações antes de repassá-las, evitando assim os famosos boatos.

“Ligar para um o 190 depois de informações recebidas através das redes sociais ou mensagens pelo celular é propagar uma notícia o que pode trazer transtornos para a população e para a polícia. Boatos disseminados nesta ocorrência em dezembro foram a prova de que as pessoas não se devem basear nestas informações antes de chegar o que realmente está acontecendo. Quando paramos para chegar os “trotes”, deixamos de atender quem realmente precisa de ajuda e corre perigo.”

Os trotes são um problema antigo enfrentado pelos órgãos de segurança. Quem pratica este tipo de “brincadeira” irresponsável comete crime, pois viola de forma direta o art. 340 do código penal – decreto lei 2848/40, que diz: “provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado: pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.”

 

Por Jaqueline Barros

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